quarta-feira, 28 de julho de 2010

Gabo, desde sempre, tinhas razão

por Rafael Quadros

Ao iniciar sua novela antológica pelo fim e, muito embora, o leitor sabedor do desfecho da história fixara seus olhos até a última linha de texto, Gabriel Garcia Márquez obtivera uma enorme façanha. Menor talvez que a de Dunga.

Gosto não se discute, se critica. Assoberbado pelas magnânimas conquistas que nada valem, pensou poder numa Copa do Mundo, clímax do esporte bretão, alicerçar-se em suas parcas convicções. Ledo engano.

Futebol se decide no detalhe, isto até a velhinha de Taubaté tem noção. Competitividade ao extremo se repele com talento individual que decide. Ao sonegar a impetuosidade, a rebeldia e o trato de um Ganso, Ronaldinho (mesmo em retumbante decadência) e, talvez, Adriano, o treinador cavou sua própria sepultura.

Preteridos estes por Josué, Elano e Grafite, não necessariamente nesta ordem. Poxa, para fazer turismo, contrate a CVC e parcele até o limite do Credicard, mas não invente, tu não és Benjamim Franklin, carajo!

Além de tudo, contar com a presença edificante de craques, vistos no Monumental Olímpico, por estes olhos que a terra há de comer, davam-me a segurança do insucesso líquido e certo. Isto é, Michel Bastos, vulgo Canhão da Azenha e, Felipe Melo, atleta que dispensa comentários.

Para não falar em Robinho, exímio garoto propaganda e tri-atleta de renome (corre, pedala e nada) e Kaká, recuperado sabe se lá como de lesão e com investimentos contraditórios em seita religiosa de origem duvidosa.

Destarte despedimo-nos da Copa do Mundo, tais como chegamos, mortos, conforme Garcia Márquez havia anunciado em carnavais distantes no tempo, em sua profana Macondo.

Mais do que nunca, DALE CELESTE OLÍMPICA!

Abraço, e até 2014, seja o que Ricardo Teixeira quiser!

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