quarta-feira, 28 de outubro de 2009

HOJE

por Daniel Haigert

Hoje é dia de decisão. SPFC x Inter, em Sampa.

Estou tenso. E não sei o que escrever.

Mas, fora esse detalhe, já informo que o Talibã Colorado (blog próprio) está sendo reativado, e em breve estará no ar, pois a galera, por aqui, largou tudo de mão pelo jeito.

Fui.

E dá-lhe Inter!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sobre cantigas e tenores

por Daniel Haigert

Indico, a quem estiver lendo essa postagem, o texto de hoje do Daniel Ricci, vinculado ao site Final Sports:

http://www.finalsports.com.br/colunas_dupla/inter.php

Pessoalmente não o conheço, mas gosto dos textos dele, pois acho que temos pensamentos similares quanto ao rubro mundo do futebol.



A LOS HIJOS DE SU PAPÁ

por Daniel Haigert

Bastou apenas dois minutos para o inter decidir o GRE-NAL 378.

Alecsandro, que na segunda etapa viria a perder um gol feito, escorou de peito um lançamento oriundo da meia-cancha, e a bola veio a correr na frente do camisa 10 colorado, D´Alessandro. E, bola no pé de craque é sempre perigosa. Poor "Victor Seleção"... quando se deu conta, a bola já estava no fundo das redes. Inter 1 x 0.

Aliás, o "Victor Seleção" estava numa tarde magnífica. Certamente atordoado por el fantasma, "Victor Seleção" ainda nos presenteou com um lance de extrema calidad, ao receber uma bola fraca, recuada, e conseguir a façanha de embananar-se de um jeito que acabou em escanteio.

Mas "Victor Seleção" não estava sozinho. Haviam mais 10 com ele e que, sonolentos, pareciam vestir pijamas de listas verticais e viver um pesadelo contínuo: dos cinco gre-nais de 2009, quatro vitórias rubras contra apenas uma e, encardida, azul.

Fora isso, não me perguntaram, mas se perguntassem, eu responderia que o craque do jogo foi Herrera. Trazido com festejo digno de general romano, o cabeludo correntino retirado da penumbra da série B é um jogador que merece ter seu contrato renovado com o Grêmio. Ele, sim, tem a cara do Grêmio peleador, castilhano, tanguistíco. Eis minha dica aos tricolores.

Rochemback, outro que recebeu honras, louros e aplausos ao chegar da reserva de um timeco português (porque, como constatado pelo meu amigo Adriano, times que vestem camisola não merecem crédito) também merece destaque. Foi um gigante em campo. Tem que ficar no time de azul.

De lambuja, acho que Autuori também merece um período maior, para consolidar seus conceitos de futebol no time da azenha.

Ajudado que foram meus eternos rivais com essas dicas preciosas que, de grátis, concedi, viro meu olhar as coisas sérias do mundo do futebol, e que basicamente, tratam de times, como o meio Internacional.

Notem, pelo liguajar utilizado, que ando com um ar tipo superior. É normal isso, pois é o linguajar de um sábio papá para con su hijos. Mesmo porque, como diz a música, ele é o maior, ele é o tal.

Pois bem, crianças, falemos dos adultos.

Mário (mas que Mário?), o Sérgio, fez a clássica duas linhas de 4, no esquema 4-4-2. O Grêmio, como time correntino que é, não soube enfrentar esse esquema. Perdeu-se, vagou, tocou bola, e saiu derrotado.

Daniel fez o feijão com arroz na lateral direita. A zaga colorada esteve bem, com Bolívar e Índio - e Índio quase deixou seu golzinho (para quem não lembra, sobrou uma bola na área gremista e ele deu um pataço pra fora). Sandro, o vomitão, porqueou em campo, mas manteve a marcação em Souza (que só fardou e brigou com Herrera). Guiñazu é aquilo que já sabemos, o verdadeiro Saci (está em todos os lugares ao mesmo tempo). D´Ale foi o craque do jogo ao lado do guri Giuliano, bom jogador. E na frente Taison, que merece ser banco do Marquinhos, e Alecsandro, que merece uns pipocos pra se ligar. Andrezinho veio bem no segundo, até toquezinho andou dando, mas foi parado por um pugilista qualquer de azul.

No mais, hijos, papá está cansado, e precisa se concentrar para jogo sério de quarta-feira. Ó, tomem uma bola e vão brincar lá na rua.



HIJOS DE SU PAPÁ


por Daniel Haigert

Porto Alegre, 25 de outubro de 2009.
16:02hs.
Estádio Beira-Rio.
Internacional 1 x 0 Grêmio.
D´Alessandro.


(foto: ClicRBS)


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

NOTÍCIA NA SEMANA GRENAL

Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará

Notícia para aquecer o Grenal de domingo, lida na Globo.com.. Reputo notícia muito boa para o Internacional: "JOEL SANTANA COGITA VOLTA PARA O BRASILEIRO".
Portanto, o Internacional já tem técnico para o ano que vem.
Quanto ao jogo de domingo, concordo com o meu amigo Daniel: Será um jogo murrinha, onde aposto no empate de 0 x 0.
Quanto ao final do post , não podemos esquecer que do outro lado, tem time com a alma castelhana, que não fica com calafrios jamais. Ainda mais com a cor rubra, UIIIIIIIIIIIIIII!!!!!
Que seja um grande GRENAL, um grenal sem violência e com muito raça.
Abraço à todos.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

SEMANA GRE-NAL

por Daniel Haigert

Abriu-se a semana gre-Nal e ninguém escreveu nada, recaindo sobre minha pessoa o direito de dar a bica inicial. Pois, que assim seja.

Meus conhecimentos danielísticos de futebol, sobretudo, em relação ao clássico gaúcho, o maior clássico do mundo, apontam para um jogo murrinha, tal qual foi o último derby entre a dupla no estádio da Azenha.

O time de azul vem melhor, e explico porque: está organizado, enquanto o meu Inter está lambaristicamente encardumado atrás da bola.

O que me da esperança é que se trata de clássico, e como diz o xavão: em clássico não existe favorito, nem jogo jogado.

Se agora não temos organização, com certeza, no gre-nal teremos raça.

Se cambaleamos no esquema tático, no gre-nal teremos preparo físico.

Se a defesa não anda forte, atacaremos impiedosamente.

Se não temos técnico, teremos a torcida.

E, mesmo que tudo esteja adverso, saibamos que temos camiseta. E não há gremista nesse mundo que não sinta um calafrio quando vê o manto rubro surgir na boca do túnel e ingressar no gramado.


MICRO SYSTEM

por Daniel Haigert

Sou do tempo do Micro System, daqueles 3 em 1, hoje em dia em desuso, pois não faz frente aos MP, que já estão no número 5.

Com base na mesma idéia, de multifuncionalidade, vou fazer um resumo do que se deu desde Mário Sérgio desembarcou em Porto Alegre, e embarcou na canoa furada do Beira-Rio, descaradamente como treinador tampão (temporário).


Mário chegou ao Beira-Rio e, de pronto, saiu do armário (horrível essa, mas, enfim). Chegou chegando, como diria algum malandro agulha que circula na Andradas.

Já na primeira entrevista, disse que só jogaria quem estivesse bem, quem fosse melhor, que D´Alessandro era titular absoluto, e que o esquema seria 3-5-2. Todo mundo se olhou e "oh! esse cara veio revirando".

Considerado por muitos como linha dura e treinador que fala o futebolês do vestiário, Mário literalmente chegou chegando.
Já na sequência, o Inter jogaria três jogos nos quais poderia adquirir nove pontos. Náutico e Atlético PR em casa, e Flu no Rio.

Inter x Náutico: Mário, que chegara na segunda, havia "treinado" o Inter apenas na terça para o jogo de quarta contra o Náutico. Entrou de 3-6-1, com Alecsandro na frente, dois armadores (Andrezinho e D´Ale) e, literalmente, um bando atrás.

Em altos brados retumbantes, afirmei que pareciam um cardume de lambaris atrás de um pedaço de pão. Final, 3x1 pro Inter, mas com direito a cabelos em pé. Dei desconto, afinal, três pontos estavam no bolso, e Mário recém havia chegado.


Inter x Atlético PR: Não fui nesse jogo de feriadão. Final 1x1, com direito a gol salvador do Inter aos 44 do segundo tempo, o que, por si, resume o jogo: da pedra fizeram uma pedreira. Os que acompanharam, não gostaram do que viram.

Flu x Inter: Jogo horrível. Sistema 3-6-1. Continuei vendo um bando desorganizado em campo, quiçá com algum progresso no segundo tempo, com o 3-5-2, e a entrada de Andrezinho e o garoto Marquinhos. Ainda assim, visivelmente, faltam treinos.

A verdade é que pouco se viu de Mário Sérgio até agora, com exceção da balançada que deu no maladro do D´Alessandro, que só joga quando quer.

Se servisse para algo produtivo esse site, e fosse levado a sério minhas mirabolantes ideias cibernéticas, Mário poderia elaborar um sistema interessante:

Um 4-5-1, com um goleiro qualquer, Daniel, Bolívar, Eller e Kleber; Sandro, Guinazu, em linha, e na frente deles Giuliano, Andrezinho e D´Alessandro, com Alecsandro na frente.

Daniel, dizem, é bom na marcação. Serve.
Bolívar e Eller formam uma zaga de Libertadores.
Kleber é apoiador nato. Daniel cobriria sua subida, deixando uma ideia de zaga de 3.
Guina e Sandro se completam. Um corre, outro marca, e ambos saem jogando.
Giuliano é bom jogador e bate bem de fora da área, assim como Andrezinho.
D´Alessandro é o craque do time, não pode sair.
E Alecsandro é um dos goleadores do Brasileirão.

Mas... pena que ninguém de lá leia isso....

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Como bacalhau

Por Adriano Comissoli (de Lisboa)
É.
Andei sumido.
Desculpae, mas é que eu tenho tipo uma vida pra além do blog.
Depois de me adaptar ao novo fuso horário, conhecer Lisboa e arredores e começar os seminários e pesquisa em arquivos (e beber hectolitros de vinho português) volto a colaborar com este espaço de expressão.
Longe de casa há mais de uma semana (um mês pra ser exato) não tenho acompanhado as rodadas do brasileirão. Percebo que o velho Grêmio continua naquele chove não molha entre o sétimo e o nono lugar. Sem muitas novidades, eu creio.
E no Velho Mundo?
Bom, se existe algo que o Brasil não adquiriu por herança lusitana foi sua habilidade futebolística. Sendo bem direto o futebol português fede! Fede feito bacalhau podre! Cruz credo!
Sim, Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo, mas pára por aí. Os jogos do campeonato português são pavorosos e a seleção da terra de Camões segue ameaçada de não ir a Copa na África do Sul. Verdade que tiveram dois expressivos resultados nos ultimos jogos, batendo a Hungria por 3x0 e Malta por 4x0. Mas Malta? Nem os portugueses sabem onde fica isso. Ainda ontem discutiam se seria melhor jogar contra a Croácia ou contra a Estônia (Ou era Letônia? Putz, não faz diferença.) para garantir sua vaga.
Ok. Os colorados vão dizer que essa apreciação é porque Felipão não mais dirige o selecionado português, mas não é isso. Os caras realmente vão mal por aqui. Não se esqueçam que dos titulares 3 são nascidos no Brasil e naturalizados portugueses.
Ainda não tive oportunidade de ir a um jogo em estádio, mas é porque me nego a torcer pela Benfica de cor predominantemente vermelha. Vocês me entendem. Prefiro torcer pelo Porto que não lá essas coisas, mas ao menos tem azul na sua camisola.
É, em Portugal camisa de futebol é camisola.
Não dá pra esperar que joguem bem usando camisolas...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O JOGO DO ANO

Por Carlos Augusto Petersen Chaves

Buenas,

Estive no Uruguai nos últimos 6 dias e por isso peço licença para extraordinariamente escrever sobre O JOGO de hoje. Provavelmente o do ano! Isso mesmo: Uruguai x Argentina. É a única preocupação daquele País que está passando por processo de eleições presidenciais em meio a essa turbulência. Ingressos só com cambistas.

O Uruguai só depende de si pra ir a copa. Fazer o resultado na marra sem depender do Chile de Bielsa, técnico argentino que jogará contra o Equador que também luta pela vaga na copa é missão militar. Pressão no aeroporto desde a chegada dos inimigos até a espionagem dos treinos já está sendo feita. Vão pra guerra!

A Argentina, que nunca se entrega sem brigar, está passando por péssima fase. Messi, principal jogador do time declarou que nenhuma orientação tática é passada ao time. Maradona que não gostou nada da declaração já não tem mais apoio nem do famoso jornal Olé.
É nesse clima que entram em campo.

Enquanto isso no Chile, Bielsa enviou carta a sua Federación informando que jogará tudo contra os Equatorianos, mesmo que muito desfalcado. De certa forma entendi que ele tentou tirar a responsabilidade do Chile (ou sua) por um resultado negativo em casa.

Com toda a simpatia que tenho pelo Uruguai e ainda sobre os efeitos de ter torcido e sofrido junto com alguns deles no último jogo das eliminatórias regado a algumas ótimas cervejas, estarei em frente a televisão com a camisa celeste, não pensando "hoje é nóis!" E sim: SOMOS NOSOTROS!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O que dizer de Mário Sérgio

Por Daniel Haigert

Alegria de pobre dura pouco. Mal comemorei a saída de Tite, veio a notícia de Mário Sérgio, que já causou-me indagações mil nos entremeios de minha consciência futebolística.

Espero eu que as atuais condições climáticas de Porto Alegre - agora são 16:50hs, e virou noite - não sejam um prenúncio de tempos difíceis.

Mas, o que dizer de Mário Sérgio, senão elegiá-lo pela meia-cancha gloriosa do Inter de 79?

Sim, porque depois disso ele errou em vestir a chemise tricolor da Azenha e ajudá-los na conquista da Taça Toyota, de 83, onde, estava sob efeito de psicóticos ou ervas medicinais. Tanto que, curado, voltou ao Beira-Rio, por onde passou um ano antes de tomar outros rumos.

Depois, o Mário (mas que Mário?), o Sérgio, investiu na carreira de técnico. Nunca ganhou nada como técnico. Poor Mário. Mas, enfim.

Diz o Mano que ele é bom pra tiro curto. Bom pra tiro curto é o Usaim Bolt, Mano. É arma de calibre 12. É guepardo, que atinge 112km/h em curta distância.

Técnico pra tiro curto, só conheci o glorioso Cláudio Duarte, ou Claudião. E pra tiro curto de desesperado, no esquema "pega-ratão do Claudião".

Tivesse a direção trazido um treinador de peso, garantiríamos a finaleira do Brasileirão e a disputa da LA ano em 2010, com trabalho de projeções. Mas... o Mário...?

Lembro que o Mário Sérgio só treinou, entre os grandes do Brasileiro, o São Paulo, o Corinthians, o Botafogo e o Atlético MG. De resto, foi Vitória, Atlético Paranaense, Figueirense e rodopeou na Portuguesa, ainda nesse ano de 2009, quando foi eliminado pelo Icasa e dispensado sem sorrisos.

E desde a Lusa, andou esquecido o Mário. Talvez estivesse ele buscando argumentos nas fotos e reportagens de 79, porquê não?, já prevendo uma redenção na casamata Colorada... sabe-se lá...

Ainda o Mano, nas nossas divagações, disse que ele era ofensivista e motivador.

Sabe-se que ofensivista não tem muito crédito com o Fernando Carvalho...

E motivador é o Abel. E só ele.

O que se sabe é que Mário Sérgio vem junto com um ponto de interrogação.

Como diria Cláudio Cabral: Oremos!

MÁRIO SÉRGIO É O NOVO TÉCNICO

Por Daniel Haigert

Confirmou-se a notícia da Zero Hora:

"Às 15h20min desta segunda-feira, o vice de Futebol Fernando Carvalho anunciou que Mário Sérgio será o técnico do Internacional nas últimas 11 rodadas do Campeonato Brasileiro". (site Final Sports)

Ainda não examinei a contratação, tamanha a surpresa e a decepção.


CREDO! FALA-SE EM MÁRIO SÉRGIO...

Por Daniel Haigert

No site da Zero Hora, postado às 14:56hs, há informação de que Mário Sérgio é o novo técnico do Inter.

Não creio. Pelo menos, não quero crer.

Mas, enfim, é o único site a se pronunciar após a coletiva iniciada às 14hs de hoje.

Registro que até ao final da coletiva, às 14:40hs, ninguém havia falado em nome certo, somente especulações: Luxemburgo, Parreira, Leão (sai pra lá), Carpegiani. Ontem, na TV COM especulou-se Falcão. Esqueceram do Abel.

Mas eu, sozinho aqui nesse lado da telinha, ainda espero o Abel para incendiar o vestiário.


O GRÊMIO ESTÁ COM SAUDADES DA COPA DO BRASIL

Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará
Escutei essa semana na "rádia" uma entrevista interessante com um torcedor tricolor que disse: "O Grêmio está com saudades de jogar a Copa do Brasil. Copa está que somos especialistas...".
Concordo com esse torcedor. Acho que não será ruim jogar a Copa do Brasil no ano que vem.
Se a direção do Grêmio mantiver a base do time que hoje está jogando e contratar reforços (Lateral direito, um meia armador qualificado e mandar o Thiego para bem longe do Olímpico), terá time para fazer bonito na Copa do Brasil e na Sulamericana.
Ontem, estive no Olímpico e vi um time mal defensivamente e cheguei a conclusão: o Léo, que queria ser vendido para as Europa no ano passado, convocado para a seleção brasileira, não está jogando nada e precisa banquear mesmo.
Enfim, fiquei um grande tempo sem escrever, pois eu e os outros companheiros escritores desse blog, estavamos festejando o mês da Revolução Farroupilha, data muy importante no Rio Grande do Sul, no galpão do Piquete 4 Costados, no Parque da Harmonia.
Grande abraço à todos.

JÁ VAI TARDE!!!

por Daniel Haigert

Passados os tempos de festejos tradicionalistas, e de trabalho redobrado, retorno, hoje triunfante, ao blog Bicho no Bolso.

Triunfante porque o jornalista Sérgio Couto, o Serginho, informou às 02 da manhã de hoje, que Tite não é mais o técnico do Inter.

Já vai tarde, Tite!

Aliás, não deveria nem ter vindo!

O Inter é grande demais para um técnico com estilo tão pequeno. E explico: o estilo de jogar implantado pelo Tite é completamente fora dos padrões históricos do Colorado. Notoriamente, o futebol da equipe do Tite é medroso, é "apequenado". Bom para ser aplicado no Caxias, quando vem jogar em Porto Alegre, mas não no Inter, em pleno Beira-Rio, como cansei de ver nesse tortuoso ano do centenário.

Talvez tenha algum dedo do Fernando Carvalho na concepção do esquema, tendo como base a sua notória devoção a volantes, corroborada na declaração prestada no filme "Nada vai nos separar", mas nem isso salva Tite.

Isso porque restou notório, escancarado, que Tite não manda mais no vestiário. Não há sequer motivação dos jogadores. D´Alessandro, o exemplo mais claro disso, chega a ser deboche puro, ainda mais quando posto no banco de reservas e ordenado a entrar aos 37 minutos de um segundo tempo em um jogo humilhante.

E essa talvez seja a melhor palavra para definir o que vem sendo o time do Inter: humilhante. Ainda mais se considerada a expensiva folha salarial, o bom plantel da equipe, e a ótima infra estrutura do clube. Mas nem assim, com tudo de bom que se possa esperar num profissional clube de futebol, Tite vingou. Sucumbiu ele ao grupo. Não os uniu, não os convenceu, não os motivou, muito embora tenha visto "nos olhos de cada um a garra, a força" e toda aquela baboseira melosa tirada de algum livro de auto-ajuda esotérico.

A verdade é que Tite já veio a contra gosto. Não só meu contra gosto, mas de muitos que estão e trabalham no Beira-Rio. Lembro que o próprio presidente Píffero relutou a trazê-lo. E lembro, também, que quando veio Tite eu busquei informação sobre suspensão de sócio - no caso, minha própria suspensão - que depois do fatídico anúncio, de cabeça fria, extingui a idéia, pois meu amor à instituição é maior que nomeação de treinador.

Tite sai do Inter após ter sepulcrado o título brasileiro, já longe de nossas pretensões, salvo milagre.

Tite sai do Inter após ter minorizado jogadores, como Kléber, o lateral que não foi ativado por oção tática; como Índio, o zagueiro que foi fuzilado por má organização defensiva; como Sorondo, meu melhor zagueiro, que foi esquecido também por falte de organização defensiva; como Bolívar, que de bom zagueiro se tornou um ínfimo lateral direito; como D´Alessandro, que de craque selecionável, passou a esquentar banco de reserva; como Taison, jovem promessa, que parece um peladeiro correndo e correndo e correndo; como Alecsandro, um bom centroavante, que joga em qualquer lugar do campo, menos na área adversa; como Guiñazú, que de baita guerreiro se tornou um solitário carrinheiro e quebrador de bola; como Magrão, que cansou da loucura titesca e foi tentar a vida na Arábia; e por aí vai.

Tite sai do Inter sem ter certeza do que fazer com o plantel que teve em mãos. Plantel que, se bobear, joga sozinho. Isso sem falar que Tite sai do Inter trocando seis por meia dúzia, sempre a partir dos 15 minutos do segundo tempo.

Ainda bem que quarta não haverá Tite na casamata. Seriam ensurdecedoras as vaias. Seria vergonhoso e insustentável. E colocaria a torcida contra a Direção.

Agora, falam em Falcão, Carpegiani, Luxemburgo, Parreira e até mesmo Leão. Com exceção do último, que certamente não fecharia o vestiário, aposto na vaga à Libertadores.

Se dependesse de mim, seria a hora do Abel. Motivador, lunático e carismático. Já sabe como funciona o Inter, e é Colorado declarado. Uniria o grupo, ganharia meia dúzia de jogos, colocaria o Inter na Libertadores, e já seria o técnico de 2010. Com ele, se eu fosse a Direção, acertaria agora.