sexta-feira, 31 de julho de 2009

GRÊMIO OVER

por Rafael Quadros

Garoa típica paulistana, derrota rotineira deste Grêmio do fim da década. O setor ofensivo mais lúgubre da História recente, uma zaga de noviças à espera dos chutinhos de Dagoberto que só joga contra nós (muleque infame!). Conseguimos a façanha de sair do Madonão em Julho e ressucitamos o fantasma sempre presente do descenço. Não cometemos faltas, não metemos golo, é para enlouquecer qualquer vivente.

Os dirigentes com discursos pré-concebidos estão me dando nauséas inflamando de sangue a minha úlcera nativa, abandonei o barco, joguei a toalha no 2º round. Me dedicarei a natação, torcerei insanamente pelo Cielo, quem sabe me apetecerá o turfe? Maldito seja !

Resta esperar a semana farroupilha quando a vida parece ter sentido e a primavera tece painel em cores de matizes mil.

Pessimista, ranzinza ? Cético, senhores. Outra barbadinha e outro cânone fiasco; com o andar da carruagem sugiro preparar um time capaz de trazer o penta da Copa do Brasil, afinal, vaga na Libertadores só se caveira fizer bochecha e o Garcia prender o Zorro.

Imortalidade? Báh, infelizmente, nos tempos modernos, ela só esta presente nos versos eternos do gênio Lupícinio.

Enfim, enquanto o Cielo não caí na água, lambo as feridas de mais uma derrocada, com mais uma estocada no granito do peito, e parafraseando o cancioneiro guasca encerro: Me tapei de nojo !

That's all, folks!


quinta-feira, 30 de julho de 2009

HOJE NÃO

por Daniel Haigert

Em consideração ao falecimento do pai do técnico Tite ocorrido nessa última madrugada - pelo que registro os pêsames à família do treinador - hoje não postarei nada sobre o ruim jogo que vi ontem, nem farei observações táticas e técnicas dos jogadores rubros e nem comentarei sobre o desempenho do chefe da casamata.

Mas, afirmo, amanhã venho explosivo.

O Talibã Colorado voltou.

Forra?

Por Adriano Comissoli

E os de vermelho foram à forra no Grêmio!!
Grêmio de Barueri no caso, mas acho que pra eles tá mais do que bom.
Enquanto isso o o tricolor dos pampas se prepara para enfrentar os tricolores bambi do Morumbi, estádio e bairro de mauricinhos da paulicéia desvairada. Ainda mais desvairada e perdida desde que dispensaram o melhor técnico que tiveram desde o saudoso Telê Santana.
É hora de atacar, de ser agressivo, de voltar pra casa com mais 3 pontinhos e assim arquitetar a inclusão na área de classificação pra Libertadores. Quem sabe até a disputa real pelo título brasileiro? Tem muito campeonato pela frente.
Como diria o velho general Oosório: "Caaaaaaaaaaaaaarrrrrrggaaaaaaaaaaaaa!"

terça-feira, 28 de julho de 2009

MEA CULPA

por Daniel Haigert

Admito que me excedi.

Minha beligerância contra o Professor Tite vem sendo demasiada. Admito.

Na cegueira de minha ira, cheguei até a culpá-lo pela proliferação da gripe A...

Fui longe demais. Fustiguei o nosso gerente.

O Gipsy King do Beira-Rio não merece tantos açoites.

A verdade é que o vestiário fugiu-lhe de alçada.

E eu, talvez em razão da inocência provocada pelo amor ao clube e ao futebol, perdi a razão. Fechei os olhos para a possibilidade de me desiludir com o plantel colorado; com a qualidade, ou melhor, com a integridade dos jogadores do Inter. Não quis admitir que poderia, sim, haver um racha no vestiário rubro. Algo mais intrínseco, interno...

Pois não é que era lá, nas visceras do grupo vermelho do Beira-Rio, que a coisa desandava...

Minha mea culpa cabe ao ponto que veio à tona, após a derrota e a atuação ridícula de sábado a tarde na Cidade Maravilhosa, diante do caquético BotafogoBotafogocampeãodesde milnovecentosedez, o brado dado pelo emérito presidente Fernando Carvalho: Chega! disse ele, em alto e bom tom. O Chega que todos os colorados queriam.

Eu, nesse momento, já pesquisava quem seria o novo treinador. Mas o Chega - como fui tolo! - ecoava não só aos ouvintes da rádio. O Chega de Fernando Carvalho foi disseminado do Rio de Janeiro a Porto Alegre, e retumbou nos corredores do Gigante da Beira do Rio. Acordou os pombos, levantou os quero-queros. Colocou na esteira D´Alessandro e, com o indicativo em riste, mandou um "olha guri!" a todos os demais da equipe vermelha.

Grande Fernando Carvalho! Mas vale o puxão de orelha: demorou, hein, o Baptista!

Em suma, Tite perdeu o comando (o que não tira sua culpa) e o vestiário deve(ria) estar um pandemônio. Uma mistura de eu sou mais eu que todos vocês juntos. Ao que tudo indica, com rusga em espanhol.

E se valer (parte) da piada do meu amigo Fraquelli, o castelhano estava em cima do ego dele - só espero que não se enforque...


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Alguém me explica?

Por Adriano Comissoli

Amigo gremista, pode me fazer o favor de explicar qual o problema do nosso time? Ele tem algum princípio estutário que o impede de vencer duas partidas seguidas? Ele é adepto da lei de Murphy e só ganha quando é zebra? Ele tem tem um convênio com a associação de cardiologistas do estado? Ele sofre de transtorno bipolar crônico? Me explica.
Custa ganhar dois joguinhos seguidos? Ou ao menos não perder?
Ganhamos do Corinthians do gordo que brilha, perdemos pro Coxa branca, ganhamos do maior plantel vermelho da galáxia, perdemos por Avaí... Eu nem sei dizer o nome de um jogador do Avaí.
Não tem outro campeonato pra distrair, não tem porque poupar jogadores. Então qual o mistério? O curioso é sempre aquela pressão de início e de final de jogo que o Grêmio apresenta. Perde um monte de gols, aí leva um, se desarticula e vai reagir depois da metade do segundo. É frequente nos últimos anos (sim, eu disse anos) perceber esse estranho padrão de jogo. Pergunto: é parte de alguma estratégia secreta?
Olha, faltam 6 jogos pro final do turno e eu declaro publicamente que o Grêmio, se aspira ao menos classificação pra Libertadores, só pode ser dar o luxo de mais uma derrota. A torcida anda inspirada, comparecendo e apoiando as maiores adversidades. Tá na hora da equipe, mais do CLUBE fazer valer esse apoio. Não preciso nem dizer que a vitória contra o Santo André sábado é imperativa.
Até sábdo eu fico aqui pensando e esperando que alguém me explique esse comportamento de altos e baixos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

AO CAMPO, INTER!

por Daniel Haigert

Enquanto minhas profecias não acontecem - Tite arrumar o time, Fernandão voltar - vamos tentando vencer o próximo adversário. Tentando, por que se continuar sem vontade, haverá reedição do saudoso Portão 8... ah, velho portão de protestos... velhos tempos... até beber no estádio a gente podia... e depois, com aquela porcaria vista em campo, nada melhor que um Portão 8 para liberar os demônios e voltar para casa mais tranquilo... Cutuco o Mano e o Gabriel para bolarmos um texto só sobre os tempos do 8. Como diria o Mano: que digaça!

Mas, enfim, hoje tem clássico nacional no Beira-Rio. Inter vs. São Paulo (sem Muricy). Não vou colocar o que espero do jogo porque além de ter dado azar nos meus últimos prognósticos, ando ressentido com o desempenho da equipe rubra - se bem que o tricolor paulista não lembra nem a sombra do time que era até meses atrás... Cuidado especial com os chutes de Hernani (bom jogador) e com o oportunismo do coração valente, Washignton. Em contrapartida, vamos de Nilmar e Alecsandro pra cima deles.

Então, hoje, no Gigante, às 21:50hs, tem jogão de bola. Inter vai de novo em campo. Seja o que o Deus do Futebol quiser.

terça-feira, 21 de julho de 2009

RAIVA

Por Carlos Augusto Petersen Chaves

Odeio perder Grenal. RAIVA é o sentimento geral dos colorados no pós Grenal. Desde as 18 horas de domingo rádio tem servido só pra musica. Domingo de noite reservado para o Pânico na TV. Aliás, aproveito pra mandar um salve (como diria o Zina) pro meu leitor Henrigos, remetente de pérolas do youtube.

Alguém sabe me dizer o que o Tayson fazia marcando o lateral esquerdo (quem???) do Grêmio? Mais estranho que isso só um emo loiro! O Tite é muito brincalhão demais ou está de sacanagem mesmo.

Não existe nada pior que perder pra eles. Os dentes ainda estão trancados na boca. Os guardinhas da rua resolveram aparecer... TODOS! Minha vontade é de sair de casa e dar com uma meia de futebol cheia de moedas na nuca deles. Mas passa.

A segunda foi interminável. O rádio volta a ter exclusividade nas músicas. A televisão não foi ligada ao meio dia. Que se dane Globo Esporte. Na noite, nem pensar em Bem Amigos. Falando de sexo com Sue Johanson me distrai um pouco.

Tenho futebol pra jogar e... me aparece o Têgo com aquela camisa do Grêmio rasgada, cachorra, que só ele ainda tem em Porto Alegre, todo sorridente. Chega a ser engraçado. Até porque ainda parecia “meio bêbado” da comemoração!
Hoje é terça feira. Já consegui ler os cadernos de esportes. E amanha já sabem: Inter e São Paulo to no Beira Rio. A vida segue.

ELE EM BREVE VOLTARÁ!

por Daniel Haigert

Ele voltará.
Fernandão voltará.
Agora tenho certeza.
O alinhamento dos astros, do sol e da lua. O uivo do vento Minuano. O ciclone extra tropical no dia 21/07/09, que somado dá... 19! Dezenove, que é a junção do um e do nove! Dois números, duas coisas distintas: um que sai, nove que volta! Fernandão voltará para o Centenário do Colorado! Tá lá, nas entrelinhas da página 49 da Zero Hora de hoje, atrás da manchete que acusa a (quase) certa venda do golden boy, Nilmar.

Explico aos incrédulos, porque estou iluminado nesse exato momento:

Nilmar será vendido aos alemães do Wolfsburg, atual campeão da terra dos germanos. Inter lucrará um valor considerável, cerca de R$ 20 e tantos milhões. Enquanto isso, "nas arábia", Fernandão tenta resolver o seu futuro - e, se sabe, negócio com árabe é complicado. Os russos do Shaktar, ao que dizem, se interessam por Fernandão. Mas ele não rumará em direção ao Kremilin.

Nosso gênio da bola sairá da Gharafa e, de mala e cuia, voltará para casa! Aterrisará em Porto Alegre, empunhando a bandeira vermelha e branca, como já fez tempos atrás! Trará boas-novas! Voltará ao Beira-Rio! Trocará camelo por cavalo crioulo, areia por pampa, mirra por mate! Fernandão voltará!

Arrumem o barco! O Capitão está a caminho! Tenho certeza! Está escrito nas estrelas, no alinhamento do sol e da lua! A rubra camisa nove resplandecerá novamente!


segunda-feira, 20 de julho de 2009

O CATETE E O MÁXI

por Rafael Quadros


Algumas coisas permeiam nossa mente, ficam esnucadas em nossa memória, como a primeira vez que vimos um vaga-lume, ou a circunstância na qual nos deparamos com a primeira vitória em disputa de bafo, outras vivem no insconsciente popular ou ainda transcendem as paredes de qualquer Museu ou aulas de física quântica.

Quem não chorou com a morte do Senna, quem ousa duvidar que o Armstrong pisara na Lua; não existem evidências que comprovem a passagem do Grande Mestre Nazareno, todavia, tu sabes e eu sei, Ele existiu e sua trajetória é Suprema.

Você sabe que o enfezado de São Borja, o baixinho da Estância do Itu, foi o Maior Estadista Brasileiro, e assim como ele, o Tricolor, de tradição e Glórias Mil, ontem galgou seu pedaço no ínfimo espaço da memória que cabe aos Imortais.

Ontem, diletos amigos, o Maxi saiu da vida para entrar na História.

Renovados os laços, estabelecidos os vínculos, que venham os próximos 10x0 anos!

Salve !

MEU AMIGO VIRTUAL


por Daniel Haigert

No dia do amigo cumprimento todos meus amigos, independente do time de futebol. Forte abraço a todos!

Aproveito para registrar que meu abraço se estende aos demais amigos que eu tenho. É que, além dos meus amigos usuais, tactíveis, possuo amigos platônicos. Seria aquela espécie de estima que a gente possui por aqueles que, segundo minha amiga Raquel, colorada, não sabem que são importantes para nós.

E eu cultivo algumas amizades platônicas.

O Adroaldo Guerra, com quem já troquei emails, por exemplo. Sempre comecei meus emails ao Guerrinha chamando-o de "Prezado amigo Guerrinha". O Guerrinha é meu amigo. Mas ele não sabe disso. Ficou mais meu amigo quando se revoltou com o Tite. Somos dois, eu e o Guerrinha, contestando o professor rubro.

Outro estimado amigo platônico meu é o Fernandão, jogador do qual virei fã desde seus primeiros minutos em campo - foi num Gre-Nal no qual marcou o gol, 1000 em clássicos, e o 1001. Para mim, Fernandão é o eterno capitão Colorado.

Certa vez fiz plantão no restaurante dele para pegar um autografo daquele que, ao lado de Falcão e Figueroa, para mim, é o maior jogador da história do Inter na minha camiseta. Aliás, a camiseta que tenho é digna de quadro, mas isso conto outra hora.

Bom, meu amigo Fernandão ficou mais meu amigo quando deu uma entrevista naquele programa no qual o cara senta numa cadeira e jornalistas de vários jornais fazem perguntas. Chama-se Roda viva, se não estiver enganado. Lá, naquele programa, ele disse que era Colorado. Disse que, além de jogador, ele era torcedor do Inter. A partir daquele momento, Fernandão tirou seu nome do plantel e colocou-o na história. Virou imune a boa ou má atuação. Fernandão e Inter nunca mais foram os mesmos. E minha amizade com ele só cresceu - mas ele nunca soube disso.

Até devoto do blog do Fernandão virei (www.fernadaof9.com.br). Sempre dou uma olhada lá para ver quando ele vai voltar para o Inter. Parece que há uma possibilidade, ainda que remota, mas nada certo, nada alinhado.

Lá, no blog dele, ele escreve muito sobre o Inter. E eu, amigo discreto, mais um na multidão que escreve a ele, fico ali a postar comentários pedindo que ele volte ao Beira-Rio. Nem sei se ele lê, ou se ele publica, mas... amizade platônica tem disso.

Abraço, amigos meus.

SEM SUPRESA

por Daniel Haigert

Ontem fiz meu papel de torcedor. Almocei, bebi umas duas ou nove cervejas, e procurei o melhor lugar para ver o meu Inter em mais um Gre-Nal.

Vi pela TV. Não fui ao estádio, porque Gre-Nal no estádio adverso, nos dias de hoje, é furada. Sou do tempo em que ainda se podia ir a Gre-Nal independemente do estádio - mas acho que depois do que o Uh, Fabiano! fez, em 1997, não fomos mais bem recebidos no mausoléu da azenha.

Afora esses detalhes, que são achismos pessoais, Gre-Nal, sem sombra de dúvida, é o melhor jogo de futebol que pode existir. Ontem não foi diferente. Mas, admito, não estava eu emocionado, como via de regra fico.

Primeiro porque, como disse, estava vendo o jogo pela TV. Em segundo, porque o Tite estava na casa-mata e eu já previa como seria a disposição anímica dos jogadores, passada pelo nosso eucarístico professor. E em terceiro, porque tinha um cutuque (embora meu amor a chemise rubra teimasse em resistir) que perderíamos - estávamos a três anos sem perder Gre-Nal, e uma hora isso iria acontecer, ainda mais tratando-se de um clássico; e ainda mais na atual CNTP que se encontra o vestiário vermelho.

Meu amigo Adriano, gremista, após o clássico, previu que eu apontaria o culpado pela derrota. Caro amigo, eu havia apontado o culpado não só por essa derrota, mas pela queda de rendimento do time, pelo desarranjo da orquestra, pela queda do avião, e até pelo surgimento da gripe A. Mas agradeço a lembrança, ainda mais pela frase de Haroldo de Sousa, e pelo ingresso de Giuliano (o craque do Paraná Clube - quem?) no clássico de ontem. O pobre garoto - se - enconstou na bola, foi em uma única oportnidade. Lembro Cabral, já citado pelo cumpadre Rafael: "Fardou. Nota 2".

A alegria azul se tornou altiva novamente - a partir do dia 19/07, e a partir das 18:31hs, como constam nos registros desse blog.

Lembro que, até então, o silêncio imperava no blog. Ainda mais daqueles que representam o canto escuro da azenha, de onde não se ouvia nem um oi.

Mas - sem surpresa, porque é do tipo - eu sabia que eles estavam lá, na espreita, como urubus que acompanham, sedentos, um moribundo. A prova disso foram as postagens ulteriores ao clássico, o que me dá certa tranquilidade na escrita, já que não sofro do mal, e até mesmo uma capacidade budista de ignorar provocações.

Tal qual um tapa de luva, diria eu até que, por ser irmão mais velho, e ter ganho o primeiro Gre-Nal, seria válida um convenção para o time de azul ganhar esse que homenageia os 100 anos - ainda mais depois de tanto tempo sem poder gozar das beneces de um dia após uma vitória em clássico, algo que, só nesse ano de 2009, já havia eu gozado por três vezes...

Para encerrar, reitero que o Inter, sem explicação aparente, pára de jogar. O time de Tite notoriamente não tem ambição, não tem vontade - ah, se perdeu, perdeu, perdemos todos, é isso, é do jogo. ah, se ganharmos, ganhamos, é assim, é do jogo. Já disse e repito, às favas, Tite.

Disse ao Rodrigo, semana passada, que Tite só cairia se perdesse o Gre-Nal. Agora são 11:15hs do dia posterior ao clássico. Estou esperançoso ainda.

Afora isso, gostaria de perguntar ao nosso profético professor, porque cargas d´água, ele recua o time? Porque Nilmar é uma ilha no ataque? Porque os laterais não cruzam? Porque não há jogadas treinadas, ou ensaiadas (como queiram)? - Faço um aparte: já ouvi algumas respostas, como "nossos laterais são pesados para marcar e apoiar", mas nenhuma me convenceu. Ainda acho que, ganhando o que eles ganham, e principalmente o professor, o cara vira Didi Mocó: bate escanteio, corre na área e ainda cabeceia no gol.

Pergunto-me se seria preparo físico - no caso, desgaste. Mas isso já mereceria outra postagem.

Enquanto isso, vou tocando ficha aqui, olhando os urubus se divertirem, mas ainda esperançoso.

CHORA COLORADO!

Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará

Fui no Monumental ontem. Dia histórico. Centenário do maior clássico do mundo.

O Grêmio vindo de sete grenais sem vitórias. O Internacional com sua soberba, e com o famoso cabezon, com a liberação após o efeito suspensivo...

Bueno, resumindo, o Grêmio saiu vitorioso, 2x1, de virada que é mais gostoso.

Lendo o post do meu amigo Jegue, muito inteligentemente preparando e vacinando os leitores do blog, bem como os amigos gremistas, quanto as desculpas dos colorados para hoje, pois seriam as mais diversas possíveis.

Mas claro, sempre ao um "se" em tudo, irão dizer que o Grêmio não jogou melhor. O Inter que não conseguiu jogar porque tem um técnico burro e coisas do gênero.

Mérito do Grêmio. Claro que não. O Grêmio não pode jogar bem diante do melhor plantel do Brasil, melhor time do Brasil, campeão de tudo!!!!!

Quanta soberba!!!!

Enfim, ontem o Grêmio jogou muito bem. Claro que pode melhorar.

Mas como é bom ver o time jogando novamente um futebol bonito, aguerrido.

E, que "eles", não me venham com desculpas, como o nosso grande jogador Sousa disse ontem em entrevista para as Rádios:

"...eles não tem desculpa para dar agora. Ganhamos com o time completo. Ainda bem que o D'alessandro pode jogar. Queria ganhar com o melhor do que eles tem..."

Simplesmente DIIIIMMMMAAAAAIIISSSSSSS!

SAUDAÇÕES TRICOLORES.



domingo, 19 de julho de 2009

Ajuda de amigo

Por Adriano Comissoli

Antecipando o tópico "Ele é o culpado" ou "O culpado" recorrentemente postado por um dos colegas rubros ajudo o pessoal do aterro com a citação abaixo.
“Na outra encarnação eu vou ser treinador” - Haroldo de Souza quando puseram Giuliano no time do Inter.

Diálogo recorrente na segunda-feira

Por Adriano Comissoli
“- Tu viu?! Eles ganharam. Dois a um.
- É. Mas foi só esse, quanto tempo faz que eles não ganhavam? Dois anos!
- É... Mas esse era centenário. Vamos ter de esperar mais cem anos!
- É, isso é verdade. É um bocado de tempo.
- Mas não tem problema. Perder um GreNal, que que tem? Já somos campeões de TUDO!
- É. De tudo!
- É...
- Menos do GreNal centenário...
- É. Esse não deu.
- Mas a gente saiu na frente!!
- É! Pena que o argentino nos passou pra trás!
- É. Tomar um gol de argentino. E racista! Nem devia valer!
- É. Mas valeu. Foi o gol da vitória.
- É, isso foi mesmo...
- Ah, mas não dá nada. Tu viu que o estádio deles é pequeno, né? O nosso é bem maior!
- É! Mas a torcida deles é animada, nunca pára de cantar.
- Isso é. Eles fazem barulho como se fossem o dobro de gente lá.
- É.
- É.
- ...
- E agora? Que desculpa a gente vai tentar dar pra si mesmo de que não tá de cabeça inchada? Não sobrou nenhuma.
- É...”

sábado, 18 de julho de 2009

EFEITO SUSPENSIVO

por Daniel Haigert:

Alerta aos de azul: El fantasma Cabezón estará em campo!

D´Ale vem pro jogo!

Segurem-se!!!

Vamo Inter!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

REINA O SILÊNCIO

por Daniel Haigert

Tudo anda calmo demais. É como falta de vento antes de tempestade. Pura e demasiada apreensão pelo Gre-Nal que se aproxima.

Os de azul ganharam do Gordo e acharam que poderiam bater o Real Madrid - acabaram sucumbindo ao Coxa, dias depois.

O meu Colorado tá na área da desconfiança. Enquanto uns armam a corda pro Tite, outros buscam números para lhe manter no cargo.

Os jornais tentam, tentam, tentam, dar um ar de decisão ao Gre-Nal, mas ambas as torcidas estão num limbo, nem no céu, nem na terra.

Reina o silêncio.

Seria medo, ou seria respeito?


quinta-feira, 16 de julho de 2009

CAMPE(VER)ÓN

por Daniel Haigert

Ano passado, lá pelas bandas orientais (da Azenha), quando da disputa da Copa Sul Americana, foi dito que Verón era ex-jogador...

Taí, o filhote argentino deu sua resposta: Verón Campeón! Vero(Campe)ón! Campe(Ver)ón!

...E mais uma vez nessa década a América se cobriu de vermelho e branco.

Saludos Pincha de La Plata!!!

Hijo de su papa Internacional!!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

RUBRAS PONDERAÇÕES

por Daniel Haigert

Resolvi ponderar algumas coisas, dado meu animus hodierno:

- Tite não cairá hoje, contra o Flu, nem se o Inter perder. SE cair, será após o Gre-Nal. Saliento o "se" porque se o Inter ganhar o Gre-Nal - como vem fazendo nesse ano do centenário do clássico, e nos anos anteriores - ficará tranquilo e ganhará folego. Do contrário, sairá, não tenho dúvida.

- Jogo de hoje à noite no Beira-Rio, não há como prever o resultado. Além de frio, os colorados corajosos que lá forem irão para fazer um portãozinho 8 - porque ninguém é de ferro...

- D´Alessandro foi fazer um bolo e fez uma bosta...

- Meu time titular do Inter, se treinador eu fosse, e dada a falta de lateral direito de ofício, seria Lauro, Bolívar, Índio, Sorondo, Kléber, Sandro, Guina, Andrezinho, D´Alessandro, Nilmar e Alecsandro. Me enrolaria até encontrar uma solução: alçar bola na área; mas nada que 200 mil mensais em minha conta não solucionassem.

- Os de azul se auto-embalaram e, com o apoio da dita "imprensa vermelha" (vide nota de rodapé), entrarão como favoritos no Gre-Nal de domingo - eu, sinceramente, não sabia que existia favorito em clássicos... melhor assim.

- Ao sábio amigo e cumpadre, digo que o primeiro Gre-Nal da história, datado de 18/07/1909, vencido pelo tricolor, merece algumas ponderações: Foi o primeiro jogo do recém fundado SC Internacional (04/04/1909) e sequer havia uma organização profissional, diferente do co-irmão, mais velho; não havia redes, pelo que há possibilidade de impugnação do resultado (será que entrou a bola?); não havia anti-doping; havia um rebanho de gado na área do time azul e branco, que impedia o ataque rubro; a torcida era mista e isenta, pois niguém conhecia o Inter até então; a arquibancada estava composta por 2000 pessoas, 3 garças, 42 sabiás, 17 cavalos esperando o prado; não havia vestiário, nem aquecimento; a altitude do Moinhos de Vento foi fator decisivo.

Nota de rodapé:
A "imprensa vermelha", como é entitulada com fervor por alguns nesse blog, é aquela que tirou o passa-texto das esquinas Ipiranga com Érico Veríssimo tempos atrás e cedeu-os para ostentar o glorioso placar do mausoléu da Azenha - se é que se pode chamar aquilo de placar...

A PAULÍCEA DESVAIRADA, O CENTENÁRIO DOS 10 E O BAR DO MOE

por Rafael Quadros

O Sport Club (ops!) Corinthians chegou em Porto Alegre montando banca, balaqueando etc e tal. Presumiam encontrar um filé qual lasquearam numa quarta destas pretéritas, ledo engano...

Pegaram um Grêmio mordido, atento, foraz, mortício e malemolente, impecável nas finalizações, valente na contenção, e sobretudo, lambendo a fétida ferida da ausência da final da LA 50.

Cogitaram que o Monumental Olímpico seria tal passarela da fashiow week e outras tendências muito paulistanas, por sinal. Tomaram de relho, e o Mano, que prá mim prefere os Jardins que a
Bela Vista, teve que admitir aliviado o escasso placar levado para Sampa.

Quanto ao fenômeno, não merece mais que três linhas: foi anulado e suplantado, devia estar com a cabeça em uma das quadras da Olavo Bilac, ou abatido pelo óbito de recente caso amoroso. Como diria o Mestre Cabral: "fardô, nota 1 !"

Porém, contudo, todavia, entretanto, estamos anos-luz distantes do conglomerado sonda maior elenco já visto rolo compressor SC2006 residente e domiciliado nos acres do Pastor Tite, vulgo Beira-lago, Club o qual comemora no próximo domingo, com mui galhardão, IOxO anos do primeiro match batizado costela de adão, barrados no baile, perante o grande Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, de tradição e glórias mil, que nunca esqueceu seu passado e que respeita o escudo e as três cores que veste.

O palco de 10X0 anos atrás era o Fortim da Baixada, agora será o Monumental, que saberá abrigar o novel Club, com toda a cortesia e aprumo, como foram recebidos aqueles ousados e lendários moços surrados a despeito de sua hombridade e espirito desportivo, no antigo e saudoso Julho de 1909.

E despos, vamos para a Taberna do Moe, tomar aquela Duffy, BEM GELADA, e sobrecarregar os carrinho de tanta gargalhada, viva o clássico, viva o Grenal, viva o povo riograndense.

Salve !

terça-feira, 14 de julho de 2009

FESTA NA FLORESTA

por Daniel Haigert

Pelo jeito que os gremistas andam entusiasmados, como se vê nesse blog, esqueceram da Libertadores, do Cruzeiro, o Tcheco joga horrores, o Duda já deve ter virado rei, a direção (quem diria!) está no caminho certo, não faltam jogadores, não falta nada, e tá tudo muito bom, tá tudo muito bem.

Continuo achando que o grande problema dos gremistas é não ter escrito um tango. Eles são naturalmente emotivos.

Uma derrota - ou melhor, quando são roubados - há um verdadeiro calvário, um derrotismo profundo, esparramado, desmaiado de desgosto. Um melodramaticismo mexicano só. Nada presta, todos devem morrer pelo sofrimento provocado.

Tempo depois, ganham uma, e do 8 ao 80, tudo vira o paraíso de Alá, meu bom Alá. Até Tcheco merece vestir a camiseta da seleção argentina - de rugbi -, de tanta raça, se bobear.

E, para incentivar a criação de um tango tricolor, estimulo com um trecho de uma música (de outro gênero, claro, porque não sou "castilhano como ustedes"):

Hoje é festa na floresta,
Toda tribo ateia som

Toda taba ateia sol
Só tomando água de coco

E feliz de quem tá triste
No meio dessa confusão

AIRBUS COLORADO

por Daniel Haigert


Algumas coisas acontecem, estarrecem, e ficam sem explicação de como aconteceu, e porquê aconteceu.

O caso da queda do Airbus, por exemplo, foi um desses casos.

Ultrapassada a espera no saguão, check in OK, escalas nas 32 barreiras e máquinas caça-metal, entra-se no avião. Fila, o gordo se ajeitando, a madrinha com 28 bagagens de mão, a menina chorando, a velhinha rezando, o tiozão catando assento, belas aeromoças, explicações de emergência em filmezinho, e pronto, decola-se. Tudo muito normal...

Então que, subitamente, despenca o avião e cai no meio do oceano. Espatifa-se. Não sobra nada.

Como aconteceu isso? Porquê?

Nunca se saberá ao certo.

O Inter de Tite é assim.

Tudo tranquilo, tudo normal e... ihuuuuuu! Falha técnica! Queda livre! - no caso, de produção, de futebol, de tática, de ânimo.

Só nos sobram as perguntas: O que aconteceu??? Porquê???

Ah, o domingo...

Por Adriano Comissoli.

E tem aquela do gordo que chegou na padaria Beira-lago e acabou com o sonho...

Bom, o Grêmio é um time que já ganhou muita coisa, não ganhou tudo como uns e outros gostam de lembrar, mas ao menos mostrou no domingo que o Monumental da Azenha não é spa pra ficar rehabilitando gordinhos. Aliás, o Curinthians se embuchou foi de gols sofridos nesse domingo glorioso em que salvamos nossa auto-estima e recuperamos o caminho das vitórias corajosas.

O velho Mano, que admirarei sempre, que me desculpe, mas como ele mesmo afirmou o tricolor guerreiro soube ver as falhas do mosqueteiro adversário e venceu o duelo de espadachins com elegância e competência!

Sonhar com título pode ser exagero por enquanto, mas ainda temos muito campeonato pra poder pretender um retorno a LA em 2010. Dessa vez preparando melhor o clube, equipe e treinador para o desafio que é conquistar a América.

Quanto ao gordinho mais querido do Brasil não vi ele brilhar muito no domingo. Me pareceu um sujeito bastante opaco pra ser sincero...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

PERDA TOTAL!! O GRÊMIO ATROPELOU O GORDO

Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará

Ontem não consegui assistir ao jogo do Grêmio, pois estava em Rio Pardo buscando mantimentos.

Numa parada para abastecer o "cavalo", o grande amigo Daniel, que estava ouvindo o jogo do glorioso Colorado, me informou que o jogo do Grêmio já estava 2 x 0.

Num primeiro momento, pensei: "crise no Olímpico: caiu presidente, faxineiro, Tcheco e companhia".

Para a minha surpresa, meu amigo me informou que o Grêmio estava ganhando e que o Atlético Paranaense havia empatado a partida com o Internacional.

Que parada providencial essa!!!

A partir daí, comecei a acompanhar o jogo. E pelo que ouvi, o time estava organizado, bem postado em campo, eliminando as melhores jogadas dos Corinthians.

Como foi bom ouvir que o ataque do Grêmio desencantou.

Tcheco, o capitão, jogou uma bela partida, escolhido o melhor em campo.

A zaga, conseguiu parar o "Gordo" Ronaldo.

Tomara, e repito, tomara, que continue assim.

Temos domingo que vem (lembrando que na quarta o Grêmio enfrenta o Coritiba fora) GRENAL.

O Grêmio vem de uma sequência de resultados negativos com o co-irmão.

No domingo, será a prova de fogo para ver se o time encaixou, fazendo uma partida igual a que fez ontem contra os paulistas.

Queremos a vitória nesse GRENAL para provar que esse time tem força e brio.

Saudações tricolores.

O CULPADO

por Daniel Haigert

Tite é o culpado! Não tenho dúvidas que ele é o culpado! E não me interessa a pergunta "culpado de quê?". Tite é culpado por tudo! É culpado pela estratégia de viagens do Inter, culpado pelo ar rarefeito de Quito, e até pela gripe A!

E não me venham falar em crise técnica! Como crise técnica em todo um grupo de jogadores??? É crise técnica coletiva??? Nunca vi disso!!! Nilmar, por exemplo, não está em crise técnica, e ainda assim não consegue jogar! Logo, crise técnica o caramba! Falta é treino! Falta é treinador no Beira-Rio! Tite tá mais pra gerente de galeteria do que pra técnico! Esse xalalá de mau momento é balela!

Certo dia um amigo escreveu (e postei isso eu acho) que era como se tivessem dado uma Ferrari pro Tite dirigir e ele consegue pilotá-la como um fusquinha. 1968, e sem manutenção, acrescento.

A defesa do Inter parece uma peneira velha, e arrebentada... O meio campo... que meio campo? O ataque é de nervos... E vem me dizer que o time do Inter tá isso e aquilo, que estão cansados, que resolverão esses assuntos internamente... Ah! Pára!

Nunca vi um time ter uma falência múltipla, como no caso do Inter, e me arranjarem tantas desculpas esfarrapadas!

O Inter joga no 4-4-2, mas seus laterais, como todos sabem, não apoiam. Também não defendem. Ou melhor, se tentam fazer isso, é que nem driblar o Nhônho na HD.
A zaga tá muito, mas muito, mal postada - ao ponto de jogadores de 1,69mt fazerem gol de cabeça, como se viu dias atrás. Em Quito, então... credo...
Guiñazu corre, marca, corre, marca, corre, marca, enquanto Magrão não aparece no jogo, nem para o jogo, e Glaydson é feijão com arroz, de ontem. Enquanto isso, mais a frente, isolado, marcado, D´Alessandro. E não se pode abrir mão dos 3 volantes?
Taison, nosso menino da pelada aos domingos, bisneto do vento, tá mais perdido que filho de puta em dia dos pais; já não sabe se vai pro ataque, se volta pra marcar, se fica no meio termo, ou se vai na venda comprar doce. Aconselho, dada a atual situação, a última hipótese. Nilmar é o que sobra, mas tá mais sozinho que guria feia em reunião dançante.

Fora a falta de mobilidade do time - que embora organizado no papel, não funciona - o Inter não apresenta uma jogada ensaia, nem dois um combina de fazer. Nada! Nada! Nada!

Espero que agora, com 100 mil sócios, o presidente tome uma providência! E que não seja a cachaça, mas a atitude de mandar embora o Tite! E já que o Abel não tá disponível, que venha o Muricy!

Do contrário, o Tite só cairá após o gre-nal, e se perder - pois, se sabe, gre-nal arruma ou desarruma a casa.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

No ar rarefeito

por Daniel Haigert

Se o Tite já tira meu ar aqui, a nivel do mar, imagine a 3000mts de altura - e com nariz entupido! Bota ar rarefeito nisso... Tomara que ele cale a minha boca, motive o time e, aproveitando a altitude, faça o Guina levantar a taça em um lugar alto da América - e que se possa enxergar até lá da Azenha.

São tantas as decisões que os Colorados já se sentem tranquilos no pré jogo. Eu, por exemplo, ainda não entrei no clima da decisão de hoje à noite. Não sei se porque ando meio envezado com o jeito que vem jogando o time, ou porque não houve uma publicidade, uma campanha motivacional - até mesmo do clube - em busca de mais essa taça. Aliás, a 4ª Taça do ano.

Acho que meu Colorado tem chances...

Assistirei no Consulado da Araponga, só que se ganharmos já aviso que não vou pra Goethe.

Seria demais ao flagelo azul, e pioraria em muito meu resfriado...


Pra cima deles meu Inter!

Parabéns Deuzulivre

por Carlos Augusto Petersen Chaves

Escrevo no escritório. Mateando pra clarear as idéias e o mijo. Dia de jogo. Não sinto o clima tenso ainda. E como ninguém tem nada com isso vamos ao que interessa! Mais uma final na Araponga onde literalmente ganhamos tudo. Hoje é aniversário do Deuzulivre. Corneteiro como qualquer torcedor que freqüenta as cadeiras de nosso estádio. Tomador de cabeçuda barbaridade. É o único que atende o Silvio Luiz acertando o seu aí que eu arredondo o meu daqui. Daqueles que se benze três vezes quando começa o jogo. Pé frio de tomar beiço de americano quando pede visto pra ir a Nova Yorque e ser roubado na Itália nas mesmas férias... Parabéns, cunhado amigo!

Os mandingueiros podem se acalmar. Pressão na família e a tradição de vermos a decisão em casa esta garantida. Vencemos a primeira batalha travada com a Veroca, e que ela não leia esse post, pelo nosso bem. Falta a segunda que leva 90 minutos! Vamu colorado!!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

AO JAYME, COM CARINHO !

por Rafael Quadros


Recebi um correio eletrônico de meu colega blogueiro, Daniel Haigert, repassado pelo colega advogado Cláudio Jerke, o qual me recordou os 10 anos de passamento para o plano superior do inominável Jayme Caetano Braun, o caudilho de São Luiz Gonzaga, o maestro das palavras e superior homem do improviso, aqui fica a homenagem à este Tricolor até os tutanos, com sua Imortal payada: Tio Anástácio,


Tio Anastácio
Jayme Caetano Braun


Entre a ponte e o lageado,
na venda do bonifácio,
conheci o Tio Anastácio,
negro velho já tordilho;
diz que mui quebra em potrilho,
hoje pobre despilchado,
de tirador remendado
num petiço doradilho...


Quem visse o Tio Anastácio,
num bolincho de campanha,
golpeando um trago de canha,
oitavado no balcão,
tinha bem logo a impressão,
que aquele mulato sério
era o rio grande gaudério
fugindo da evolução!


A tropilha dos invernos
tinha lhe dado uma estafa,
e aquela meia garrafa,
dentro do cano da bota,
contava a história remotada
do negro velho curtido
que os anos tinham vencido
sem diminuir na derrota.


Mulato criado guacho
nos tempos da escravatura,
aquela estranha figura
na vida passara tudo;
ginetaço macanudo,
já desde o primeiro berro
saia trançando ferro
no potro mais culmilhudo!


Carneava uma res, num upa,
com toda calma e perícia!
reservado e sem malícia,
negro de toda confiança,
bem quisto na vizinhança,
dava gosto num rodeio,
de pingo alçado no freio
pealando de toda trança


Tinha cruzado as fronteiras
da Argentina e do Uruguai;
andara no Paraguai,
peleando valentemente,
e voltara, humildemente,
como tantos índios tacos
que foram vingar nos chacos
a honra da nossa gente!


Caboclo de qualidade
que não corpeava uma ajuda
na encrenca mais peleaguda
sempre conservava o tino,
garrucha boca de sino
carregada com amor
e um facão mais cortador
do que aspa de boi brasino!


Porém depois que os janeiros
foram ficando a distância,
andou, de estância em estância,
e foi vivendo de changa:
repontando bois de canga,
castrando com muita sorte,
e, em tempos de seca forte,
arrastando água da sanga...


Ficou sendo um desses índios
que se encontra nos galpões
e ao derredor dos fogões
fala aos moços, com paciência,
de que aprendeu na existência,
ao longo dos corredores,
alegria, dissabores, curtido pela experiência!


Tio Anastácio pra qui;
Tio anastácio pra lá...
mandado mesmo que piá
pôr aquela redondeza;
nos remendos da pobreza,
entrava e passava inverno,
como um tronco só no cerno,
pelegueando a natureza!


Por isso é que nos bolinchos
só se alegrava bebendo
como se cada remendo
da velha roupa gaudéria,
fosse uma sangria séria
por onde o sangue do pago
se esvaisse, trago a trago,
por ver tamanha miséria!


E até parece mentira
- negro velho de valor!
morreste no corredor
como matungo sem dono;
não tendo neste abandono,
ao menos um companheiro,
que te estendesse o baixeiro
para o derradeiro sono!


E agora que estas vivendo
na estância grande do céu
engraxando algum sovéu
prao patrão velho buenacho,
não te esquece aqui de baixo
onde alolargo ainda existe
muito xiru velho triste
como tu, criado guacho!
como tu, Tio Anastácio...


À Ti, Poeta do Minuano, nossa eterna lembrança !


Salve !

terça-feira, 7 de julho de 2009

TUDO DE VOLTA AO SEU LUGAR

por Daniel Haigert

Após alguns dias de introspecção após a derrota na final ante o devedeístico alvi-negro paulista, voltemos nós a ativa - e a liderança do campeonato... tudo de volta ao seu lugar...

Tite continua na casamata colorada, para minha decepção; D´Alessandro e Taison, bem marcados, jogando um futobolzinho burocrático; e Nilmar fazendo a diferença... tudo de volta ao seu lugar...

O Clube Náutico Capibaribe, que deveria ter fechado as portas anos atrás, continua aquela mesma coisa horrorosa; a casa tricolor ruindo, toda rachada... tudo no seu lugar... ou, se preferir, como manda o figurino.

E assim vamos, para mais uma final, viagem, altitude, resultado desfavorável a reverter, Tite pastoreando...

Tudo no seu lugar...


Em tempo: abraço, Adriano! Felicidades!

NOTHING ELSE MATTER

por Rafael Quadros


Ainda abatido com a eliminação, na busca de uma luz na fim do túnel, que não seja o trem sem o maquinista, proponho enaltecer esta reunião de hoje à tarde em nossa Diretoria.


Os pró-homens ligaram o sinal de alerta, perceberam no Grêmio uma nau a deriva, ao prazer do inconstante humor do Atlântico Sul.


A grande nação Tricolor está faminta por uma conquista capaz de encerrar o decênio com alguma dignidade, já que o quadro orquestrado pelo destinho nos reservou expressivas desolações ao longo de 8 anos.


Rogo pelo discernimento deste Senhores, oro para que dotem nosso time de capacidade mínima para habilitar-nos ao sonho do Brasileiro. O puro sangue passou encilhado no ano passado, a Polícia Federal destruiu o parco controle emocional de nosso treinador, ainda está aberta e fervilhando a ferida do título entregue ao São "Madonna" Paulo, em 2008.


Não montamos elenco apto a endurecer na hora fatal da LA, pecamos e muito, até o cimento sagrado do Monumental Olímpico tinha noção disto. Francamente, não visualizo o Sr. Tcheco, eternizado na objetiva como foram Hugo De Leon (Gracias, mi Capitán!) e o Capitão América Adílson desmantelando o cartel de Cali, numa bomba do sergipano macanudo Dinho.


Já deste a tua contribuição, tens bom caráter, é muito bom de entrevista, porém não quero um assessor de imprensa coordenando o meio campo do Imortal Tricolor, região que sempre se destacou por inclassificáveis atletas do mais carreado talento. Até nunca mais, Tcheco.


E por fim, tenham cartolas, capacidade de admitir que erraram, por convicção falharam e restabeleçam o Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense ao patamar exigido por seus milhões de abnegados espalhados pelo mundo e pelo além-mundo. Enfim, o tempo Urge e a Sapucaí é grande!


Queremos Taças e para ontem !


Salve !

sexta-feira, 3 de julho de 2009

BEIRA-RIO 360°

Por Daniel Haigert

Imagens panorâmicas em 360º do Gigante da Beira-Rio.

Escolha uma imagem e clique. Quando a panorâmica estiver carregada, clique e arreste o mouse para qualquer lado do estádio!

Muito show!!!

http://www.shots360.com.br/Beira_Rio.html


CANTEMOS JUNTOS

Por Daniel Haigert

Tristeza

de Haroldo Lobo / Niltinho

Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim

Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar


Desde que o samba é samba

De Caetano Veloso

A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora

Solidão apavora

Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
(...)

O boomerang ta voltando!!

Por Carlos Augusto Petersen Chaves

Ingresso sobrando eu compro!! Ingresso sobrando eu compro!!!! Lançada nova categoria de sócio gremista. Agora no Olímpico tem o Sócio Rotativo. Enquanto um torcedor entra outro sai. A bola rolou e deu no que podia dar. Primeiro adversário de verdade e eles caem.
A vassourada já começou. Procura-se laterais, atacantes e diretor de futebol pra que o ano continue. Isso se o Vitor não for vendido pro Benfica como se anuncia ou que o Douglas Costa vá solucionar os problemas do Manchester United com a perda do Cristiano Ronaldo. Será que levarão 2 meses pra arrumar a casa como depois do terceiro Grenal do ano? Espero que sim. A quarta terminou com grande festa deles. A corneta tocou livre por 24 horas Agora o boomerang está voltando. Segura!

O dia do corno

Por Adriano Comissoli

Espero que a direção do blog me permita já no meu segundo post transgredir nossas sacras regras. Sei que deveria escrever em azul, mas é com o negro do luto que me identifico hoje.
Luto? Não. Traição. Eis que me sinto como marido traído por ter acreditado durante todo o tempo que pude na capacidade do meu tricolor reverter a situação negativa que vivenciava. Os motivos táticos melhor expôs o amigo Quadros logo abaixo.
Me sinto triste. E quero conclamar à união, pois é na merda que o ser humano se solidariza. Azuis e vermelhos estão desolados. Ronaldo brilha muito no Corinthians, Wellington Paulista no Cruzeiro. E tenho pra mim que os mineiros serão campeões.
Qual o pecado dos gaúchos?
Acreditar. Somente isso. Na Azenha e na Padre Cacique tão somente acreditou-se.
E morremos? Me parece que morremos de amor, como se tivessemos sofrido uma desilusão amorosa.
O amigo Daniel postou uma jocosa tirada baseada em Maurício de Souza. Pra mim soa menos como provocação do que como afinidade na tristeza. Autocrítica, eu acho. Pode servir de lição este placar gêmeo de derrota empatada? Se sim, me digam qual.
Uns dizem que existe o consolo de cornetear o fracasso alheio. Eu não vejo graça.
Sinceramente gostaria de reunir gremistas e colorados, dirigir-nos a um bar e deixar o Reginaldo Rossi cantar:
Hoje é o dia do corno, foi bom te encontrar! Vamos tomar um bom porre pra comemorar...

MAURÍCIO DE SOUZA É GÊNIO!!!


Por Daniel Haigert

PLAY A VOLTA!!! (DANÇANDO COM MINERIM)

Por Daniel Haigert

ADIA-SE O TRICAMPEONATO, ATÉ QUANDO DIREÇÃO?

Por Rafael Quadros

Como previsto por este escriba, vide posts anteriores, o Tricolor soterrou suas chances de galgar sua 5.ª Participação em finais da Copa Libertadores.
Não faltou empenho, luta, dedicação; a hincha fez sua parte, apoiou, vaiou o adversário, até aí nada de anormal. Ocorre que o Grêmio sepultou sua jornada na competição ao desperdiçar em BH, três oportunidade factíveis para eliminar a raposa e colocar em nosso rosto o riso fácil da vitória.
No match de ontem, parecia que o time iria reverter o quadro desfavorável, nos 30 iniciais maneteamos os rivais e o primeiro gol era questão de tempo, todavia o imponderável tomou forma, e em duas ótimas estocadas dos jogadores mais lúcidos do clube mineiro, decretaram o encerramento do jogo aos 38 minutos da etapa inicial.
Não desejo tecer comentários sobre o penalti sonegado ao Grêmio, eis que já rotineira às homerícas e clássicas garfeadas impostas ao clube mais odiado do Brasil, há 106 anos sendo roubado. Sobrou cartão amarelo para ambos os lados e uma óbvia expulsão de Adílson por falta ríspida em Wellington Paulista.
Após todo este cenário vimos o Cruzeiro administrar a sua ampla vantagem, fazendo a bola girar e restou ao Imortal Tricolor honrar o manto das três cores de tradição e glórias mil, obtendo dois tentos em que nada alterou o quadro final de sua despedida melancólica da Copa.
Daqui para frente tudo será diferente, como diria o Rei, e a constatação direta é que falta qualidade ao elenco, nas campanhas de títulos, em que pese a raça demonstratada nas conquistas, o elenco gremista sempre contava com um ou dois jogares extra-classe. Isto não se vê agora e preocupa ante o prosseguimento do campeonato nacional, longo, chato, pusilanime, feio e bobo, onde a mínima exigência da grande nação Tricolor é a reconquista do Brasil e o retorno a nossa obsessão, teremos a Copa, mais cedo ou mais tarde, eis a sina do Grêmio de minha paixão.
Parabéns ao Cruzeiro por sua competência e efetividade, o Capitão da América Adílson Batista, tentará buscar seu segundo título, agora como comandante. Tem um grupo muito equilibrado em suas mãos e jogadores letais no flanco ofensivo. Vai ser duro, mas penso que o Celeste Mineiro está com a faca e o pão de queijo (nada mais mineiro) na mão para ingressar no panteão das glórias como Tri Campeão da LA.
Quanto a Copa do Brasil, assim como nós, a decisão se deu longe do RS, a desvantagem sofrida em São Paulo nocauteu o co-irmão que viu escapar-lhe entre os dedos a conquista do bicampeonato. Sei bem como é perder decisão em casa, por isto me solidarizo com os amigos rivais para que possam sublimar o ocorrido e retomem as atuações que os levaram a ser denominados como o melhor time do planeta bola, galáticos, rolo compressor e outras cositas mais.
Então, a Vida segue, e como diria o poeta, não podemos se entregar pros home, mas de jeito nenhum !
Salve !

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Hoje à noite vai ser foda


Por Adriano Comissoli


Vamos tirar um minuto pra ser sinceros.

Semana que vem é o meu aniversário, o que significa que já posso arredondar e afirmar que sou gremista há 30 anos. Então eu vivenciei, embora nem sempre com idade pra lembrar, as maiores conquistas e as mais densas frustrações do Grêmio FBPA, certo? Minha terapeuta poderia mesmo diagnosticar o clube como sofrendo de transtorno bipolar: uma hora nos concede as maiores alegrias, na outra nos derruba na mais profunda depressão.

Dito isso, preciso externar o sentimento que me pesa no peito. É que hoje à noite vai ser foda!
Não me entendam mal. Nada de derrotismo ou explicação antecipada pra um possível resultado negativo, mas é que nunca é fácil pra gente e hoje tem as condições especiais pra ser um dos jogos mais difíceis dos últimos dois anos. E a coisa toda tá apontando mal pra gente. Quer dizer, semana passada todo mundo achou que ia ser casca, mas até que não foi tanto. Caímos diante da ineficiência do nosso ataque, desperdiçamos chances e sofremos um tento. Aí a equipe bipolar do sul do Brasil mostrou sua maior vulnerabilidade: o time é imaturo. Não agüentou o susto e se desarticulou. História repetida. Buenos Aires, 2007, foi a mesma coisa.

Tenho um amigo cruzeirense, morador em BH. Assisti a primeira partida papeando com ele no Skype. Nenhum de nós saiu satisfeito com o desempenho de suas equipes. Mas o que realmente me assustou foi ele dizer que todos os cruzeirenses respeitam o Grêmio. Gelei.
Isso significa que ao contrário do time que se veste de vermelho o Cruzeiro não pretende subestimar seu adversário. Isso pode ser algum tipo de afinidade entre azuis (em outro post comento o acordo secreto sobre a Copa do Brasil), mas é péssimo! O Grêmio rende mais quando não lhe dão a devida atenção, quando acreditam que está morto (bipolar, bipolar, bipolar!!). Por isso meu receio. E o meu aviso.
Hoje a coisa vai ser foda. E pra sair fodendo e não se fodido temos que mudar radicalmente nossa postura. A torcida, essa sim, deve ser toda coração e não se intimidar. 90 minutos não são 85 ou mesmo 89. Cantar, gritar, torcer até o amargo fim. Mas aos atletas e ao signore Autuori (que ainda não convenceu) peço que lancem mão da mais fria racionalidade não se deixando enredar pela ansiedade. Muita calma nessa hora!

Eu vou assistir o jogo na casa de uns amigos. Não comprei ingresso. Nem tentei. Desculpem, dessa vez não agüento, a pressão tá me massacrando. Sorte que não fumo (lamento, Quadros!). Hoje pretendo assistir o jogo bem quieto. Afinal hoje é o momento da frieza. E hoje vai ser foda!

BLOGS NEWS

Sem bicho no bolso, mas com mais povo na rua!

Para ficar mais ágil, interativo e tumultuado o blog, informamos que o colorado Gabriel Moura e o gremista Adriano Comissoli, começarão a postar seus textos nesse sítio!

...nesse ritmo e com essa qualidade, contrataremos em breve o David Coimbra!

Parabéns Corintianos

Por Carlos Augusto Petersen Chaves

O Coringa foi melhor na soma dos 180 minutos. O choro por não termos contado no primeiro jogo com Nilmar, nossa principal arma para os contra ataques, que servia a pátria no banco de reservas na África do Sul, e Kleber, muitíssimo melhor que seu bancário, não leva a nada. Perdemos para um time bem organizado que jogou na bola. Contou com erro de arbitragem no jogo de ida quando bateram uma falta com a bola rolando que resultou no gol do “grande” (em alguns sentidos) Ronaldo, contaram também com a falta não marcada em Índio no jogo do Beira Rio que também resultou em gol. O que são só 2 gols em uma decisão em 2 jogos?? Acho que não representa nada! Mas isso é do jogo como já vimos até em dossiês. Faz parte do jogo. Assim nada mais tenho a dizer que Parabéns Corintianos. Quanto a tristeza pela derrota de ontem conto com o ditado popular que diz: Nada como um dia após o outro. Curtiremos, portanto, este dia!

A FERRO E FOGO

Por Daniel Haigert

Já nasci Colorado. Meu pai é Colorado e, em condições normais de temperatura e pressão, o filho segue a trilha de seu genitor. Pois bem, ainda no ventre de minha mãe, meu pai já conjeturava meus passos em direção ao Beira-Rio, que nas palavras de Muricy seriam todas as cartaidomingos.
Nasci no ano de 1978, já no final da década mágica do Internacional. Não convivi com as atuações de Falcão, Figueroa, Dario, Carpegiani e outros tantos mestres da bola, senão através de fitas VHS, algumas hoje transferidas para o site do youtube.
Não convivi com eles... mas sobrevivi graças à eles. Tempos duros vieram nas décadas posteriores de 80 e 90. Credo...
A década de 80 foi um caos para o Internacional. Desmontou-se o time que foi campeão brasileiro invicto e depois disso acho que resolveram desmontar todo o resto. Fomentado por uma sucessão de maus administradores, em campo, o Inter perdia até no par ou ímpar. Para avacalhar mais ainda a situação, os de azul resolveram fazer o tema de casa, se arrumaram e saíram do nada para o mundo.
Passei os anos 80 ouvindo meu pai falar, já saudoso, da década áurea do Clube do Povo - tal qual, imagino eu, que aqueles mais velhos deveriam manifestar seu saudosismo na década de 60, relembrando o Rolo Compressor - e vendo Bobô levantar taça na melhor chance que conseguimos naquela década dos infernos. Minha maior alegria foi ter presenciado a virada mais homérica do futebol mundial: o Gre-Nal do Século. Inter 2 x 1 Grêmio. Isso deu-nos uma luz na escuridão dos anos 80.
Mas, nesse cenário infame, lá ia o Daniel pro colégio, com sua camisetinha vermelha por baixo do abrigo Adidas e uma bolinha de meia na mochila, já na espera do recreio. De um lado, postavam-se os descendentes Colorados, de outro os modistas gremistas, pra agilizar logo a coisa.
Mesmo que em desvantagem emocional e mesmo que muitos Colorados que vejo hoje no estádio ficassem omissos quanto ao futebol peleado no colégio, preferindo o futebol de botão, sempre impomos respeito e fizemos frente a quem quer que fosse. Tinhamos uma gana especial - até para com as mulheres.
Mas o poor Daniel não sabia o que ainda estava por vir. A década de 90. Isso sim que foi tortura graças ao meu discernimento das coisas - aliás, há quem diga que a felicidade está na ignorância, pois quanto mais a pessoa aprende, mais ela se desilude. Isso caia feito uma luva na minha visão futebolística.
Se a década anterior ainda tínhamos a sombra de Falcão e uma esperança de título nos pés de Marquinhos, posso dizer que a década de 90, pressionada pela inutilidade dos anos 80, maculou meu orgulho e deu-me somente três alegrias futebolísticas: uma Copa do Brasil, mais suada do que gordo vestindo pelego no Saara; a queda do tricolor para a Segunda Divisão; e o Inter de 97, que foi bem no Brasileiro e emplacou um eterno 5 a 2 em pleno estádio da Azenha, e consagrou Fabiano Cachaça.
Fora essas minhas alegrias, nessa década, os de azul ainda inventaram de meter algumas Copas do Brasil e resolveram encher meu saco com Libertadores. Era demais aos meus ouvidos.
No entanto, por uma obra divina, a geração que tinha 20, 30 anos na década de 70, chegou ao poder no Beira-Rio, e com eles veio a reconstrução de um clube. Devolveram-nos o orgulho e deram-nos os maiores títulos, ao ponto de chegarmos em (mais uma) final, mas que dessa vez, infelizmente, não levamos.
Assim, por ser forjado, criado a ferro e fogo, em um ambiente de rivalidade futebolística eterna e, por longo tempo, desigual, virei macaco velho, vacinado, e não há flauta, corneta ou piadinha que me abale mais.
Ainda mais depois que já ganhei o mundo.

O MOTIVO DO ATAQUE DE FÚRIA DE D'ALESSANDRO


Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O INFERNO É VERMELHO E QUENTE

Por Daniel Haigert

Prezados leitores, estou completamente tomado pela final. Acordei às 05hs da manhã, e não consegui mais dormir. Meu pensamento está no jogo de hoje à noite. Serão 50 mil vozes apoiando o meu Inter. Cinquenta mil vozes... Me emociono só de pensar.
Helicóptero sobrevoando o bairro, carro de alto-falante com o hino do Colorado entoado aqui na rua a cada meia hora, anúncios de jornais... isso é torturante... nem rádio ou sites abri hoje. Cheguei a pensar que sou cardíaco tal qual meu amigo Gabriel. Se realmente sou, estou ferrado.
Descobri agora a pouco que o time adverso está no hotel ao lado do meu escritório. Que angústia, lado-a-lado com o rival, e só me resta esperar... Não há nem como trancá-los ali... que angústia, que angústia.
Porto Alegre está com nervos expostos. Sente-se isso nas ruas, nos olhares dos transeuntes.
Nesse extao momento, foguetes nas proximidades. Era o que me faltava. Agora sim, perdi o prumo, saí de mim. Só sobrou meu corpo aqui. Minha mente, minha alma, já está no Beira-Rio. Só logo mais à noite é que ficarei completo.
Eu estarei lá, meu Colorado, a te apoiar!

É CHEGADO O DIA


Por Daniel Haigert