sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

COPA 2010

por Daniel Haigert

Correspondente do Bichonobolso - África do Sul.
Já com meus palpites.

Grupo A - África do Sul, México, Uruguai, França. (1º França, 2º Uruguai).

Grupo B - Argentina, Nigéria, Coréia do Sul, Grécia. (1º Argentina, 2º Nigéria).

Grupo C - Inglaterra, EUA, Argélia, Eslovênia. (1º Eslovênia, 2º Inglaterra).

Grupo D - Alemanha, Austrália, Sérvia, Gana. (1º Alemanha, 2º Gana).

Grupo E - Holanda, Dinamarca, Japão,
Camarões. (1º Holanda, 2º Japão).

Grupo F - Itália, Paraguai, Nova Zelândia, Eslováquia. (1º Itália, 2º Paraguai).


Grupo G - Brasil, Coreia do Norte,
Costa do Marfim, Portugal. (1º Brasil, 2º Portugal). Grupo da morte

Grupo H - Espanha, Suíça, Honduras,
Chile. (1º Espanha 2º Suíça).

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

CARTA ABERTA DE REPÚDIO

por Daniel Haigert

Estou tal qual o Pequeno Príncipe nesse blog.

Carlos deixou-me escrever deliberada e exclusivamente sobre o Colorado Internacional. Gabriel nunca quis escrever uma linha sequer.

Da parte azul, Quadros, nosso Santaninha, de tão revoltado com tudo, parou até de pagar a mensalidade no Clube Tricolor - imaginem escrever. Rodrigo, só aparece nas horas do foguetório, e anda mais ocupado com e-mails do que com blogs. E Adriano está em Portugal, e em Portugal não tem internet.

Assim, fica aqui meu registro de repúdio ao silêncio dos meus parceiros de blog, pelo que penso (logo, existo) em mudar-me de sítio - as ofertas já pipocam cá e lá.

Venham a público, agilizem-se. Ou morram com seus devaneios.


?POR QUE NO TE CALLAS?
























por Daniel Haigert

A foto é linda. O fato é triste.

Torcer pelo Grêmio, ou mais exatamente (e pior), para que se materialize a "imortalidade" do Grêmio, é fato que beira as raias da crueldade com todo e qualquer Colorado que se preze.

É uma coisa tão inconcebível que fogem as palavras. Como diria meu cumpadre Quadros, algo "mais feio que coxar a mãe no tanque".

Que coisa degradante...

Não tenho dúvida alguma que o Grêmio irá perder para o Flamengo - muito embora eu ainda tenha (alguém me explica isso!) uma ponta de esperança que aconteça a história sobrenatural de Alan Kardec, por mim escrita num devaneio psicótico espírita que tive semana passada - aliás, deveria ter apostado na Loteca.

Sinto-me como aquele condenado à guilhotina, que atado, encapuzado, e de joelhos, humihantemente é questionado sobre suas últimas palavras, ao que responde, talvez por conta do estado letárgico que se encontra: "- Quais as chances da guilhotina emperrar?"

Ora, amiguinhos, não há chance alguma. A guilhotina não vai emperrar, e aquela merda vai despencar lá de cima podando tudo, inclusive a (minha) cabeça.

Estou assim: anestesiado.

Sei que não ganharei o título - aliás, este foi perdido pela própria incompetência de todos envolvidos no futebol Colorado e que reinou nos tempos de treva que se instalou no Beira-Rio tempos atrás.

Sei que não ganharei o título, mas ainda existe uma desarrazoada esperança dentro de mim. Não me pergunte porquê. Nem zombe. Talvez seja dessas coisas inexplicáveis do amor -"?por que no te callas?". Desse "não sei quê" que nos move ao estádio toda quartaidomingo, faça chuva, faça sol, para ver 11 bem pagos rapazes de vermelho enfrentarem outros 11 bem pagos rapazes, todos atrás da bola.

Quisera eu não ter essa chama de esperança maluca que me corrói a alma e que só cessará domingo, às 18:45hs, quando o juiz apontar o centro do gramado do Gigante e desligar meus aparelhos.

Até lá, tenho que remoer esse sentimento cruel de crer, mesmo sem querer, no inacreditável; de acreditar mesmo que contra o racional, em morto-vivo; de torcer para que a merda da guilhotina emperre.


(fico devendo o nome de quem tirou essa foto, mas acho que foi algum fotografo da Zero Hora)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

HISTÓRIA SOBRENATURAL

por Daniel Haigert

Inspirado pelo tango de Pablo Guiñazu e Andrés D´Alessandro, o nosso selecionável Alan Kardec resolveu alçar voo no mundo da literatura, e lançou uma lenda, uma história sobrenatural, que transcende o mundo que conhecemos. Conto-lhes:

Chovia naquela tarde de Goiânia. Fernandão e Pedro Iarley entraram em campo carregando o time esmeraldino com toda força contra os arcos de Rogério Ceni. Na raça, e na coloradice marcada na alma de cada um daqueles antigos heróis rubros, Fernandão, de cabeça, alcançou um cruzamento da direita feito por Pedro Iarley, marcando Goiás 1 a 0. Pedro Iarley, numa escapada dentro da área, após cortar o zagueiro, fuzilou Rogério Ceni, Goiás 2 a 0. Fim de jogo. Viva o punk dos anos 90: Pânico em SP. Estagnado, São Paulo com 62 pontos.

Em Campinas (porque lá?), longe de sua Fiel, o Corinthians entrou em campo para cumprir tabela, de sangue doce, de corpo mole, dizendo aos quatro cantos: "- Dane-se o eterno rival São Paulo. Dane-se o Inter, que nos ferrou em 2007 ao perder pro Goiás, em Goiânia" (mesmo tendo Clemer pegado dois penalties, e não termos ganho do Grêmio). Adriano, 1 a 0. Petkovich, candidato a craque do Brasileirão, segundo tendencias das redes de TV, de falta, 2 a 0. Foi decretado Carnaval antecipado no Rio. Foi imposto feriado Municipal, Estadual, a contragosto de um louco toque de recolher. "Vai dizer pra ela, que o Rio de Janeiro é uma favela". Rajadas de fuzis de alegria. Mais de mil balões no ar. Flamengo, 64 pontos.

Em Recife, um esforçado e embaralhado Inter arrancou uma suada vitória sobre o Caza Caza Caza Sport, na Ilha do Retiro. Sustos como nunca, loucura como sempre. Alecsandro, de cabeça, 1 a 0. Nego Taison, rasteirinho, no canto, desempatou, 2 a 1. Inter, 62 pontos.

Chegou o dia 06 de dezembro. Seis de doze. Seis mais doze, dezoito, divide por dois, nove, nove de mil novecentos e nove. Data do ano de fundação do Inter. Isso obviamente queria dizer alguma coisa. O sol brilhou amarelado na tarde portoalegrense. Uma luminosidade estranha. Murmurinhos pela cidade. Zumbidos. Muitos zumbidos, nenhum alarde.

O São Paulo, dando tchau pro título, arrasou o Sport. Fim de jogo e um esperado 4 a 0, e 65 pontos.

O Inter superlotou seu estádio. Beira-Rio, 40ºC, 57 mil pessoas aglomeradas, ansiosas e esperançosas, fardadas de vermelho e branco, jogaram 90 minutos com o time Colorado. E deu no que deu: Inter 3 a 0 no rebaixado Santo André. Fim de jogo, líder provisório, com 65 pontos, mas com uma vitória a mais que os outros concorrentes, o Colorado Internacional era o virtual candidato ao título.

Mas, naquele momento, ainda faltava um jogo a terminar: No festivo Rio de Janeiro, onde todos os focos miravam os seres fantasiados das arquibancadas, o Flamengo, com 89 mil torcedores no Maracanã, enfrentou o arquirival eterno do Inter, o 'imortal' Grêmio.

Eu, Alan, presenciei o ato na mini tv de um jornalista na beira do gramado do Beira-Rio. Me arrepio somente de lembrar.

Eram 46 minutos do segundo tempo. O imortal tricolor dos pampas estava ferido de morte. Agonizava em campo com seu futebol medíocre, o mesmo que havia apresentado no decorrer do campeonato inteiro nos jogos fora de casa. Segurava-se como um bêbado num poste em um terremoto para não levar o segundo gol, sofrido ainda na primeira etapa. Petkovich alçou bola na área gremista - mais uma das 522 que havia feito no decorrer do jogo. Réver, afastou de cabeça. Souza bicou pra cima. A bola quicou no centro do campo.

Foi, então, que ouviu-se uma estrondo forte. Tão forte que deu interferência nas transmissões, como se fosse uma mão batendo contra uma mesa, com fúria, com vigor. E um clarão surgiu sobre o Maracanã, como se o Sol estivesse a pino. A bola bicada por Souza e que quicou no campo agora estava, inacreditavelmente, saindo do pé direito de Herrera, o reserva de luxo do Grêmio, e iniciava uma viagem de 30 jardas em direção ao gol de Bruno, do Flamengo, que, acreditem, estava parado no limite da grande área. Todos no Maracanã pararam de respirar naquele exato momento, incrédulos no traçado que a bola de Herrera fazia lá no alto, leve, como se carregada por anjos rubros, e que objetivamente, caia sob os arcos da goleira flamenguista, mortal. Naquele exato momento, o Grêmio, quem diria, empatava o jogo com Herrera e dava o título ao Sport Club Internacional.

O Beira-Rio foi tomado de um grito único, ensurdecedor, um 'uuuuaaaaa' animalesco. Não dava tempo para mais nada. O Flamengo, desesperado, agonizava, vendo incrédulo a imortalidade tricolor se materilizar em um novo Maracanaço. Um complô gaúcho que deixou o Flamengo com 65 pontos e vitórias a menos, e que consagrou o Internacional tetra campeão brasileiro.

Eu, Alan Kardec, vi isso.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

NOSTRADAMUS

por Daniel Haigert

Vou dizer-lhes como tudo irá acontecer. Trata-se de um tango escrito por Pablo Guiñazu, e Andrés D´Alessandro.

O Inter começa bem o campeonato. Avassala corações, enche os olhos e empilha vitórias.
Cai na loucura do egocentrismo, vira convencido, destrói-se na soberba, rola na rua da amargura, sob o olhar incrédulo dos fiéis.
Toma tapa na cara, debate-se no interior de si mesmo, e ressurge das cinzas tal qual Fênix, para assombro dos descrentes.
Daí, faltando duas rodadas para o fim do campeonato, a três pontos do Líder São Paulo e a dois pontos do vice líder Flamengo, o Inter reaparece forte e vigoroso.

O Flamengo empata com o Corinthians, 1 a 1, para desespero das emissoras de televisão e do tiozinho que se fantasia de urubu. Ronaldo, brilha muito no Curtintiã.

Enquanto isso em Goiania, Fernandão, o nosso Fernandão, o eterno Capitão, o Colorado Fernandão, sobe no meio da área tricolor paulista. Fernandão voa, e para no ar, tal qual um helicóptero, um beijo-flor, um Dadá Maravilha. Alcança a bola cruzada da ponta direita por ninguém menos do que Pedro Iarley, e solta um petardo de cabeça, indefensável, no ângulo esquerdo de Rogério Ceni. 1 a 0 Goiás.

E no Recife, o Inter metralha o gol do Sport com o contestado Alecssandro e D´Alessandro. Dois gols que deixam o Inter líder, a um passo de ser campeão. O retorno é homérico.

Então, no dia 06 de novembro de 2009, no cair da tarde quente e abafada de Porto Alegre, o Beira-Rio superlota de mantos rubros e brancos. 55 mil vozes recebem o time calorosamente. O Inter a uma vitória do título.

Rola a bola, o adversário, o time paulista de Santo André, já rebaixado, ganha um escanteio. Bola na área Colorada, a zaga cochila, e um zagueiro nascido no interior de Paraguá-Mirim sobe para abrir o placar. Silêncio ensurdecedor.

Enquanto isso, o co-irmão tricolor de Porto Alegre, que foi ao Rio só para sambar com seus reservas, é amassado, trucidado, aniquilado, despido e cuspido em praça pública pelo Flamengo do (antigo e atualizado) Petkovich e do armário Adriano. Empilha gol atrás de gol no infeliz time azulado dos pampas. Delírio no Maracanã. 3 a 0 só no primeiro tempo. Flamengo, então, com 65 pontos.

Da mesma forma, o São Paulo não toma conhecimento do caza caza caza Sport. 2 a 0 na primeira etapa. 65 pontos.

O Inter se descontrola, e no vamo que vamo arranca um gol de chiripa de Marquinhos, num baterebate dentro da pequena área. O Beira-Rio ruge, estremece.

O Flamengo soterra os azulados. 5 a 0. Apreensão no Maraca. No Morumbi, o São Paulo amplia no apagar das luzes, faz 3 a 0 no Sport.

O Brasil inteiro lança seus olhos para o jogo minutos atrasado de Porto Alegre.

O eloquente Mário Sérgio saca o lateral direito Danilo. Entra Andrezinho. Esquema tático alterado, time lançado por completo ao ataque. Sandro toca pra Guiñazu, que toca para D´Alessandre em frente a área, que recebe um butinaço do meia-cancha santoandredense. Falta frontal.

Todos no Brasil param para ver aquele paulista negro, de tranças escuras, criado no Flamengo e esquecido na China, e que foi reavivado pelo Inter, ajeitar a bola com carinho.

Galvão Bueno larga tudo no Maracanã, se mete na transmissão, e solta o brado para que ele erre.

Mas Andrezinho não erra. A bola parte de seus pés levadas por milhões de Colorados espalhados mundo a fora, por 100 anos de história, e atinge o ângulo esquerdo do goleiro do time paulista, extamente naquela goleira mágica, onde Falcão fez o gol da tabela mais linda do mundo, onde Figueroa iluminou a todos, onde Tinga aparou o cruzamento de Fernandão.
Naquela goleira mágica, a bola estufa novamente a rede, atinge-se 65 pontos, mais uma vitória, o Beira-Rio explode de alegria, e o Internacional sagra-se campeão brasileiro pela quarta vez.



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

HOJE

por Daniel Haigert

Hoje é dia de decisão. SPFC x Inter, em Sampa.

Estou tenso. E não sei o que escrever.

Mas, fora esse detalhe, já informo que o Talibã Colorado (blog próprio) está sendo reativado, e em breve estará no ar, pois a galera, por aqui, largou tudo de mão pelo jeito.

Fui.

E dá-lhe Inter!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sobre cantigas e tenores

por Daniel Haigert

Indico, a quem estiver lendo essa postagem, o texto de hoje do Daniel Ricci, vinculado ao site Final Sports:

http://www.finalsports.com.br/colunas_dupla/inter.php

Pessoalmente não o conheço, mas gosto dos textos dele, pois acho que temos pensamentos similares quanto ao rubro mundo do futebol.



A LOS HIJOS DE SU PAPÁ

por Daniel Haigert

Bastou apenas dois minutos para o inter decidir o GRE-NAL 378.

Alecsandro, que na segunda etapa viria a perder um gol feito, escorou de peito um lançamento oriundo da meia-cancha, e a bola veio a correr na frente do camisa 10 colorado, D´Alessandro. E, bola no pé de craque é sempre perigosa. Poor "Victor Seleção"... quando se deu conta, a bola já estava no fundo das redes. Inter 1 x 0.

Aliás, o "Victor Seleção" estava numa tarde magnífica. Certamente atordoado por el fantasma, "Victor Seleção" ainda nos presenteou com um lance de extrema calidad, ao receber uma bola fraca, recuada, e conseguir a façanha de embananar-se de um jeito que acabou em escanteio.

Mas "Victor Seleção" não estava sozinho. Haviam mais 10 com ele e que, sonolentos, pareciam vestir pijamas de listas verticais e viver um pesadelo contínuo: dos cinco gre-nais de 2009, quatro vitórias rubras contra apenas uma e, encardida, azul.

Fora isso, não me perguntaram, mas se perguntassem, eu responderia que o craque do jogo foi Herrera. Trazido com festejo digno de general romano, o cabeludo correntino retirado da penumbra da série B é um jogador que merece ter seu contrato renovado com o Grêmio. Ele, sim, tem a cara do Grêmio peleador, castilhano, tanguistíco. Eis minha dica aos tricolores.

Rochemback, outro que recebeu honras, louros e aplausos ao chegar da reserva de um timeco português (porque, como constatado pelo meu amigo Adriano, times que vestem camisola não merecem crédito) também merece destaque. Foi um gigante em campo. Tem que ficar no time de azul.

De lambuja, acho que Autuori também merece um período maior, para consolidar seus conceitos de futebol no time da azenha.

Ajudado que foram meus eternos rivais com essas dicas preciosas que, de grátis, concedi, viro meu olhar as coisas sérias do mundo do futebol, e que basicamente, tratam de times, como o meio Internacional.

Notem, pelo liguajar utilizado, que ando com um ar tipo superior. É normal isso, pois é o linguajar de um sábio papá para con su hijos. Mesmo porque, como diz a música, ele é o maior, ele é o tal.

Pois bem, crianças, falemos dos adultos.

Mário (mas que Mário?), o Sérgio, fez a clássica duas linhas de 4, no esquema 4-4-2. O Grêmio, como time correntino que é, não soube enfrentar esse esquema. Perdeu-se, vagou, tocou bola, e saiu derrotado.

Daniel fez o feijão com arroz na lateral direita. A zaga colorada esteve bem, com Bolívar e Índio - e Índio quase deixou seu golzinho (para quem não lembra, sobrou uma bola na área gremista e ele deu um pataço pra fora). Sandro, o vomitão, porqueou em campo, mas manteve a marcação em Souza (que só fardou e brigou com Herrera). Guiñazu é aquilo que já sabemos, o verdadeiro Saci (está em todos os lugares ao mesmo tempo). D´Ale foi o craque do jogo ao lado do guri Giuliano, bom jogador. E na frente Taison, que merece ser banco do Marquinhos, e Alecsandro, que merece uns pipocos pra se ligar. Andrezinho veio bem no segundo, até toquezinho andou dando, mas foi parado por um pugilista qualquer de azul.

No mais, hijos, papá está cansado, e precisa se concentrar para jogo sério de quarta-feira. Ó, tomem uma bola e vão brincar lá na rua.



HIJOS DE SU PAPÁ


por Daniel Haigert

Porto Alegre, 25 de outubro de 2009.
16:02hs.
Estádio Beira-Rio.
Internacional 1 x 0 Grêmio.
D´Alessandro.


(foto: ClicRBS)


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

NOTÍCIA NA SEMANA GRENAL

Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará

Notícia para aquecer o Grenal de domingo, lida na Globo.com.. Reputo notícia muito boa para o Internacional: "JOEL SANTANA COGITA VOLTA PARA O BRASILEIRO".
Portanto, o Internacional já tem técnico para o ano que vem.
Quanto ao jogo de domingo, concordo com o meu amigo Daniel: Será um jogo murrinha, onde aposto no empate de 0 x 0.
Quanto ao final do post , não podemos esquecer que do outro lado, tem time com a alma castelhana, que não fica com calafrios jamais. Ainda mais com a cor rubra, UIIIIIIIIIIIIIII!!!!!
Que seja um grande GRENAL, um grenal sem violência e com muito raça.
Abraço à todos.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

SEMANA GRE-NAL

por Daniel Haigert

Abriu-se a semana gre-Nal e ninguém escreveu nada, recaindo sobre minha pessoa o direito de dar a bica inicial. Pois, que assim seja.

Meus conhecimentos danielísticos de futebol, sobretudo, em relação ao clássico gaúcho, o maior clássico do mundo, apontam para um jogo murrinha, tal qual foi o último derby entre a dupla no estádio da Azenha.

O time de azul vem melhor, e explico porque: está organizado, enquanto o meu Inter está lambaristicamente encardumado atrás da bola.

O que me da esperança é que se trata de clássico, e como diz o xavão: em clássico não existe favorito, nem jogo jogado.

Se agora não temos organização, com certeza, no gre-nal teremos raça.

Se cambaleamos no esquema tático, no gre-nal teremos preparo físico.

Se a defesa não anda forte, atacaremos impiedosamente.

Se não temos técnico, teremos a torcida.

E, mesmo que tudo esteja adverso, saibamos que temos camiseta. E não há gremista nesse mundo que não sinta um calafrio quando vê o manto rubro surgir na boca do túnel e ingressar no gramado.


MICRO SYSTEM

por Daniel Haigert

Sou do tempo do Micro System, daqueles 3 em 1, hoje em dia em desuso, pois não faz frente aos MP, que já estão no número 5.

Com base na mesma idéia, de multifuncionalidade, vou fazer um resumo do que se deu desde Mário Sérgio desembarcou em Porto Alegre, e embarcou na canoa furada do Beira-Rio, descaradamente como treinador tampão (temporário).


Mário chegou ao Beira-Rio e, de pronto, saiu do armário (horrível essa, mas, enfim). Chegou chegando, como diria algum malandro agulha que circula na Andradas.

Já na primeira entrevista, disse que só jogaria quem estivesse bem, quem fosse melhor, que D´Alessandro era titular absoluto, e que o esquema seria 3-5-2. Todo mundo se olhou e "oh! esse cara veio revirando".

Considerado por muitos como linha dura e treinador que fala o futebolês do vestiário, Mário literalmente chegou chegando.
Já na sequência, o Inter jogaria três jogos nos quais poderia adquirir nove pontos. Náutico e Atlético PR em casa, e Flu no Rio.

Inter x Náutico: Mário, que chegara na segunda, havia "treinado" o Inter apenas na terça para o jogo de quarta contra o Náutico. Entrou de 3-6-1, com Alecsandro na frente, dois armadores (Andrezinho e D´Ale) e, literalmente, um bando atrás.

Em altos brados retumbantes, afirmei que pareciam um cardume de lambaris atrás de um pedaço de pão. Final, 3x1 pro Inter, mas com direito a cabelos em pé. Dei desconto, afinal, três pontos estavam no bolso, e Mário recém havia chegado.


Inter x Atlético PR: Não fui nesse jogo de feriadão. Final 1x1, com direito a gol salvador do Inter aos 44 do segundo tempo, o que, por si, resume o jogo: da pedra fizeram uma pedreira. Os que acompanharam, não gostaram do que viram.

Flu x Inter: Jogo horrível. Sistema 3-6-1. Continuei vendo um bando desorganizado em campo, quiçá com algum progresso no segundo tempo, com o 3-5-2, e a entrada de Andrezinho e o garoto Marquinhos. Ainda assim, visivelmente, faltam treinos.

A verdade é que pouco se viu de Mário Sérgio até agora, com exceção da balançada que deu no maladro do D´Alessandro, que só joga quando quer.

Se servisse para algo produtivo esse site, e fosse levado a sério minhas mirabolantes ideias cibernéticas, Mário poderia elaborar um sistema interessante:

Um 4-5-1, com um goleiro qualquer, Daniel, Bolívar, Eller e Kleber; Sandro, Guinazu, em linha, e na frente deles Giuliano, Andrezinho e D´Alessandro, com Alecsandro na frente.

Daniel, dizem, é bom na marcação. Serve.
Bolívar e Eller formam uma zaga de Libertadores.
Kleber é apoiador nato. Daniel cobriria sua subida, deixando uma ideia de zaga de 3.
Guina e Sandro se completam. Um corre, outro marca, e ambos saem jogando.
Giuliano é bom jogador e bate bem de fora da área, assim como Andrezinho.
D´Alessandro é o craque do time, não pode sair.
E Alecsandro é um dos goleadores do Brasileirão.

Mas... pena que ninguém de lá leia isso....

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Como bacalhau

Por Adriano Comissoli (de Lisboa)
É.
Andei sumido.
Desculpae, mas é que eu tenho tipo uma vida pra além do blog.
Depois de me adaptar ao novo fuso horário, conhecer Lisboa e arredores e começar os seminários e pesquisa em arquivos (e beber hectolitros de vinho português) volto a colaborar com este espaço de expressão.
Longe de casa há mais de uma semana (um mês pra ser exato) não tenho acompanhado as rodadas do brasileirão. Percebo que o velho Grêmio continua naquele chove não molha entre o sétimo e o nono lugar. Sem muitas novidades, eu creio.
E no Velho Mundo?
Bom, se existe algo que o Brasil não adquiriu por herança lusitana foi sua habilidade futebolística. Sendo bem direto o futebol português fede! Fede feito bacalhau podre! Cruz credo!
Sim, Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo, mas pára por aí. Os jogos do campeonato português são pavorosos e a seleção da terra de Camões segue ameaçada de não ir a Copa na África do Sul. Verdade que tiveram dois expressivos resultados nos ultimos jogos, batendo a Hungria por 3x0 e Malta por 4x0. Mas Malta? Nem os portugueses sabem onde fica isso. Ainda ontem discutiam se seria melhor jogar contra a Croácia ou contra a Estônia (Ou era Letônia? Putz, não faz diferença.) para garantir sua vaga.
Ok. Os colorados vão dizer que essa apreciação é porque Felipão não mais dirige o selecionado português, mas não é isso. Os caras realmente vão mal por aqui. Não se esqueçam que dos titulares 3 são nascidos no Brasil e naturalizados portugueses.
Ainda não tive oportunidade de ir a um jogo em estádio, mas é porque me nego a torcer pela Benfica de cor predominantemente vermelha. Vocês me entendem. Prefiro torcer pelo Porto que não lá essas coisas, mas ao menos tem azul na sua camisola.
É, em Portugal camisa de futebol é camisola.
Não dá pra esperar que joguem bem usando camisolas...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O JOGO DO ANO

Por Carlos Augusto Petersen Chaves

Buenas,

Estive no Uruguai nos últimos 6 dias e por isso peço licença para extraordinariamente escrever sobre O JOGO de hoje. Provavelmente o do ano! Isso mesmo: Uruguai x Argentina. É a única preocupação daquele País que está passando por processo de eleições presidenciais em meio a essa turbulência. Ingressos só com cambistas.

O Uruguai só depende de si pra ir a copa. Fazer o resultado na marra sem depender do Chile de Bielsa, técnico argentino que jogará contra o Equador que também luta pela vaga na copa é missão militar. Pressão no aeroporto desde a chegada dos inimigos até a espionagem dos treinos já está sendo feita. Vão pra guerra!

A Argentina, que nunca se entrega sem brigar, está passando por péssima fase. Messi, principal jogador do time declarou que nenhuma orientação tática é passada ao time. Maradona que não gostou nada da declaração já não tem mais apoio nem do famoso jornal Olé.
É nesse clima que entram em campo.

Enquanto isso no Chile, Bielsa enviou carta a sua Federación informando que jogará tudo contra os Equatorianos, mesmo que muito desfalcado. De certa forma entendi que ele tentou tirar a responsabilidade do Chile (ou sua) por um resultado negativo em casa.

Com toda a simpatia que tenho pelo Uruguai e ainda sobre os efeitos de ter torcido e sofrido junto com alguns deles no último jogo das eliminatórias regado a algumas ótimas cervejas, estarei em frente a televisão com a camisa celeste, não pensando "hoje é nóis!" E sim: SOMOS NOSOTROS!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O que dizer de Mário Sérgio

Por Daniel Haigert

Alegria de pobre dura pouco. Mal comemorei a saída de Tite, veio a notícia de Mário Sérgio, que já causou-me indagações mil nos entremeios de minha consciência futebolística.

Espero eu que as atuais condições climáticas de Porto Alegre - agora são 16:50hs, e virou noite - não sejam um prenúncio de tempos difíceis.

Mas, o que dizer de Mário Sérgio, senão elegiá-lo pela meia-cancha gloriosa do Inter de 79?

Sim, porque depois disso ele errou em vestir a chemise tricolor da Azenha e ajudá-los na conquista da Taça Toyota, de 83, onde, estava sob efeito de psicóticos ou ervas medicinais. Tanto que, curado, voltou ao Beira-Rio, por onde passou um ano antes de tomar outros rumos.

Depois, o Mário (mas que Mário?), o Sérgio, investiu na carreira de técnico. Nunca ganhou nada como técnico. Poor Mário. Mas, enfim.

Diz o Mano que ele é bom pra tiro curto. Bom pra tiro curto é o Usaim Bolt, Mano. É arma de calibre 12. É guepardo, que atinge 112km/h em curta distância.

Técnico pra tiro curto, só conheci o glorioso Cláudio Duarte, ou Claudião. E pra tiro curto de desesperado, no esquema "pega-ratão do Claudião".

Tivesse a direção trazido um treinador de peso, garantiríamos a finaleira do Brasileirão e a disputa da LA ano em 2010, com trabalho de projeções. Mas... o Mário...?

Lembro que o Mário Sérgio só treinou, entre os grandes do Brasileiro, o São Paulo, o Corinthians, o Botafogo e o Atlético MG. De resto, foi Vitória, Atlético Paranaense, Figueirense e rodopeou na Portuguesa, ainda nesse ano de 2009, quando foi eliminado pelo Icasa e dispensado sem sorrisos.

E desde a Lusa, andou esquecido o Mário. Talvez estivesse ele buscando argumentos nas fotos e reportagens de 79, porquê não?, já prevendo uma redenção na casamata Colorada... sabe-se lá...

Ainda o Mano, nas nossas divagações, disse que ele era ofensivista e motivador.

Sabe-se que ofensivista não tem muito crédito com o Fernando Carvalho...

E motivador é o Abel. E só ele.

O que se sabe é que Mário Sérgio vem junto com um ponto de interrogação.

Como diria Cláudio Cabral: Oremos!

MÁRIO SÉRGIO É O NOVO TÉCNICO

Por Daniel Haigert

Confirmou-se a notícia da Zero Hora:

"Às 15h20min desta segunda-feira, o vice de Futebol Fernando Carvalho anunciou que Mário Sérgio será o técnico do Internacional nas últimas 11 rodadas do Campeonato Brasileiro". (site Final Sports)

Ainda não examinei a contratação, tamanha a surpresa e a decepção.


CREDO! FALA-SE EM MÁRIO SÉRGIO...

Por Daniel Haigert

No site da Zero Hora, postado às 14:56hs, há informação de que Mário Sérgio é o novo técnico do Inter.

Não creio. Pelo menos, não quero crer.

Mas, enfim, é o único site a se pronunciar após a coletiva iniciada às 14hs de hoje.

Registro que até ao final da coletiva, às 14:40hs, ninguém havia falado em nome certo, somente especulações: Luxemburgo, Parreira, Leão (sai pra lá), Carpegiani. Ontem, na TV COM especulou-se Falcão. Esqueceram do Abel.

Mas eu, sozinho aqui nesse lado da telinha, ainda espero o Abel para incendiar o vestiário.


O GRÊMIO ESTÁ COM SAUDADES DA COPA DO BRASIL

Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará
Escutei essa semana na "rádia" uma entrevista interessante com um torcedor tricolor que disse: "O Grêmio está com saudades de jogar a Copa do Brasil. Copa está que somos especialistas...".
Concordo com esse torcedor. Acho que não será ruim jogar a Copa do Brasil no ano que vem.
Se a direção do Grêmio mantiver a base do time que hoje está jogando e contratar reforços (Lateral direito, um meia armador qualificado e mandar o Thiego para bem longe do Olímpico), terá time para fazer bonito na Copa do Brasil e na Sulamericana.
Ontem, estive no Olímpico e vi um time mal defensivamente e cheguei a conclusão: o Léo, que queria ser vendido para as Europa no ano passado, convocado para a seleção brasileira, não está jogando nada e precisa banquear mesmo.
Enfim, fiquei um grande tempo sem escrever, pois eu e os outros companheiros escritores desse blog, estavamos festejando o mês da Revolução Farroupilha, data muy importante no Rio Grande do Sul, no galpão do Piquete 4 Costados, no Parque da Harmonia.
Grande abraço à todos.

JÁ VAI TARDE!!!

por Daniel Haigert

Passados os tempos de festejos tradicionalistas, e de trabalho redobrado, retorno, hoje triunfante, ao blog Bicho no Bolso.

Triunfante porque o jornalista Sérgio Couto, o Serginho, informou às 02 da manhã de hoje, que Tite não é mais o técnico do Inter.

Já vai tarde, Tite!

Aliás, não deveria nem ter vindo!

O Inter é grande demais para um técnico com estilo tão pequeno. E explico: o estilo de jogar implantado pelo Tite é completamente fora dos padrões históricos do Colorado. Notoriamente, o futebol da equipe do Tite é medroso, é "apequenado". Bom para ser aplicado no Caxias, quando vem jogar em Porto Alegre, mas não no Inter, em pleno Beira-Rio, como cansei de ver nesse tortuoso ano do centenário.

Talvez tenha algum dedo do Fernando Carvalho na concepção do esquema, tendo como base a sua notória devoção a volantes, corroborada na declaração prestada no filme "Nada vai nos separar", mas nem isso salva Tite.

Isso porque restou notório, escancarado, que Tite não manda mais no vestiário. Não há sequer motivação dos jogadores. D´Alessandro, o exemplo mais claro disso, chega a ser deboche puro, ainda mais quando posto no banco de reservas e ordenado a entrar aos 37 minutos de um segundo tempo em um jogo humilhante.

E essa talvez seja a melhor palavra para definir o que vem sendo o time do Inter: humilhante. Ainda mais se considerada a expensiva folha salarial, o bom plantel da equipe, e a ótima infra estrutura do clube. Mas nem assim, com tudo de bom que se possa esperar num profissional clube de futebol, Tite vingou. Sucumbiu ele ao grupo. Não os uniu, não os convenceu, não os motivou, muito embora tenha visto "nos olhos de cada um a garra, a força" e toda aquela baboseira melosa tirada de algum livro de auto-ajuda esotérico.

A verdade é que Tite já veio a contra gosto. Não só meu contra gosto, mas de muitos que estão e trabalham no Beira-Rio. Lembro que o próprio presidente Píffero relutou a trazê-lo. E lembro, também, que quando veio Tite eu busquei informação sobre suspensão de sócio - no caso, minha própria suspensão - que depois do fatídico anúncio, de cabeça fria, extingui a idéia, pois meu amor à instituição é maior que nomeação de treinador.

Tite sai do Inter após ter sepulcrado o título brasileiro, já longe de nossas pretensões, salvo milagre.

Tite sai do Inter após ter minorizado jogadores, como Kléber, o lateral que não foi ativado por oção tática; como Índio, o zagueiro que foi fuzilado por má organização defensiva; como Sorondo, meu melhor zagueiro, que foi esquecido também por falte de organização defensiva; como Bolívar, que de bom zagueiro se tornou um ínfimo lateral direito; como D´Alessandro, que de craque selecionável, passou a esquentar banco de reserva; como Taison, jovem promessa, que parece um peladeiro correndo e correndo e correndo; como Alecsandro, um bom centroavante, que joga em qualquer lugar do campo, menos na área adversa; como Guiñazú, que de baita guerreiro se tornou um solitário carrinheiro e quebrador de bola; como Magrão, que cansou da loucura titesca e foi tentar a vida na Arábia; e por aí vai.

Tite sai do Inter sem ter certeza do que fazer com o plantel que teve em mãos. Plantel que, se bobear, joga sozinho. Isso sem falar que Tite sai do Inter trocando seis por meia dúzia, sempre a partir dos 15 minutos do segundo tempo.

Ainda bem que quarta não haverá Tite na casamata. Seriam ensurdecedoras as vaias. Seria vergonhoso e insustentável. E colocaria a torcida contra a Direção.

Agora, falam em Falcão, Carpegiani, Luxemburgo, Parreira e até mesmo Leão. Com exceção do último, que certamente não fecharia o vestiário, aposto na vaga à Libertadores.

Se dependesse de mim, seria a hora do Abel. Motivador, lunático e carismático. Já sabe como funciona o Inter, e é Colorado declarado. Uniria o grupo, ganharia meia dúzia de jogos, colocaria o Inter na Libertadores, e já seria o técnico de 2010. Com ele, se eu fosse a Direção, acertaria agora.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CAMPEÃO DO PRIMEIRO TURNO



por Daniel Haigert

Minha vida anda por demais agitada.
Estive afastado do blog em apoio ao D´Alessandro, que cumpria suspensão de cinco jogos, e em razão de estar envolvido com outros amigos, alguns dos quais escrevem nesse glorioso blog, no nosso Piquete Quatro Costados, no Acampamento Farroupilha, lá no Parque do Harmonia - o que, admito, dá muito trabalho.

O problema que tenho encontrado é conciliar tudo, o que acabou forçando eu tardar a expor meus devaneios futebolísticos.

E, a par disso, o Campeonato Brasileiro vai esquentando.

Meu Inter andou meio atrasado na tabela, meio esculhambado e desfalcado, mas ainda assim manteve-se no G-4. E, alinhado os jogos, acabou o primeiro turno como o melhor do Brasileirão.

Fui no jogo contra o Goiás. Fui ver o Inter, e o reencontro da torcida colorada com um de seus maiores ídolos - Fernandão - e com o ótimo Iarley, ambos no time esmeraldino de Goiânia.

Cheguei, domingo passado, a uma conclusão irrefutável: Fernandão é muito Colorado.

O jogo foi de arrepiar, por tudo que envolvia-o. Foi emotivo mesmo; para toda a torcida e, garanto, para Fernandão e Iarley, que tiveram seus nomes entoados pelos 30 mil espectadores que estavam presentes no Beira-Rio. E Fernandão fez-se expulso aos 12 minutos, Iarley ciscou apenas e, no fim das contas, o Inter (jogando muito) meteu 4 a 0 no xarope do cerrado.

Ontem, por compromissos avençados anteriormente, não pude comparecer ao estádio mais bonito do Brasil para ver o Inter matar o Galo Mineiro por 3 tentos a zero, grudar no Porco Paulista e, de lambuja, ganhar o primeiro turno.

Disseram-me ontem o que foi confirmado hoje nos periódicos da Capital, que o esquema adotado domingo (5-3-2) não teve êxito, e que quando alterado para o 4-4-2, o Inter depenou o Atlético, com direito a La Boba. E "fica Celso Roth".

Vamos bem. Vamos bem. Rumo ao topo.

Mas que o Tite saiba que ainda estou de olho - é sempre bom manter a corda esticada.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Era uma vez um campeonato muito, muito distante...

Por Adriano Comissoli


É um período de conflito na galáxia!


O império galáctico palmeirense mantém-se isolado na dianteira do campeonato fazendo pouco caso das investidas dos jedis são paulinos. No último duelo o lado verde da força se viu beneficiado pela momentânea equiparação de poderes em pleno senado republicano de Morumbi-Corusant.

Os foras da lei colorados liderados por Tite, the hut, mantém confortavelmente a terceira posição havendo esmagado os eowks goianos sem nenhum respeito pelo ídolo que eles próprios construíram. Fernandão foi apenas o Jar Jar Binks da partida.


Enquanto isso a aliança reblede tricolor vaga pelo espaço completamente sem rumo. Parece encontrar-se longe dos perigos dos buracos negros da segunda divisão, mas não se destaca das demais naves da frota. A liderança de Obi-wan Autuori é tíbia, Maxi López Skywalker ainda é um jovem padawan no uso da força jedi de marcar golos, Han Souza se esforça para incutir coragem e ousadia aos demais com sucesso relativo enquanto Tcheco-baca apenas urra coisas que só ele compreende. A chegada do caçador de recompensas Rochemback Fet parece trazer nova esperança aos cansados rebeldes que no momento em que o império contra ataca se mostram perdidos no espaço.


A jornada nos gramados ainda levará mais 16 ciclos-turnos. Conseguirão os corajosos tricolores vencer o duelo de sabres de luz e esferas de couro contra os renegados do Vitória contando com a vantagem de lutar em sua própria estrela da morte olímpica?


Lembremos que o medo leva à raiva e a raiva levo ao ódio que leva ao lado negro. Mas muito pior é que a falta de gols leva à derrota e que sucessivas derrotas levam à perda de posições que leva ao lado negro do rebaixamento.


Que a força esteja com os gremistas!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O TIME DO GRÊMIO NÃO GANHA NEM SE FOR JOGAR NA ARARIBÓIA!!

Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará


Chê, ratifico o que disse no meu post anterior: O Grêmio se continuar assim terá que rezar para pegar uma vaguinha na Sulamericana.

Tudo bem, o tricolor jogou ontem com o Santos, time grande, time que o rei Pelé jogou. Mas faz tempo que o Santos não apresenta um plantel bom, digno de seus áureos anos.

O Domingos, zagueiro de "grande classe", aquele que era banco do Grêmio na 2ª divisão, se tornando titular após "belas!" patidas, é titular no Santos.

Isso é somente para se ter uma base de como começa o time. O único que se salva, no meu entender, é o atacante Kleber Pereira, goelador do campeonato brasilleiro no ano passado.

E, para não mudar a escrita de fidelidade, o Grêmio perdeu na Vila Belmiro.

Não há como comentar essas derrotas, ainda mais quando ouvimos o presidente afirmar que o time jogou bem, que apenas não conseguimos finalizar, bla, bla, bla.

Bueno, é complicado ver um clube como o Grêmio se apequenar tão facilmente quando sai de sua casa.

Espero que o professor Paulo "pardal, milagrero" Autuori consiga fazer desse limão, uma limonada, porque está brabo de ver esse time jogar.

Estou quase pedindo licença para os três e entregando os tacos...(quem jogou taco bola irá entender o que eu quero dizer...)

Saudações à todos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Onde ele joga, a grama não cresce e o placar não se mexe.

por Rafael Quadros

Não posso deixar transitar em julgado a excelsa atuação da Muralha Victor, guarda-valas de estirpe, com nervos de aço forjados nas bigornas Espartanas. O que este rapaz realizou no domingo último é digno de placa, talvez de busto nas mediações do Largo dos Campeões, senão, deve emoldurar, se manca direção!, suas mãos na calçada reservada aos Imortais da Azenha.

Pelo menos quatro defesas de nível altíssimo, duas delas desferidas pelo Imperador (que no Olímpico virou plebeu) em condições plenas de marcação do tento fatal. Magnífico Arqueiro, saído do anonimato, melhor do Madonnão 2008, assumiu no final de semana a condição de herdeiro direto e irrevogável das luvas laureadas de Lara, Alberto, Mazzaropi, sendo muito, mas muito condescendente, Galatto, e enfim, Danrlei.
Porém, é certo, a defesa vazou, muito aliás. O Fla-Globo saiu do campo estarrecido, cambeleante, pranteando o iluminado dia do Aranha Negra, sem o qual, nossa redes teriam sido fulminadas em no mínimo quatro ocasiões.
Preocupa sim a fragilidade defensiva, principalmente no primeiro tempo do embate, entretando deve ser saudado com patente felicidade o regozijo causado pelas defesas retumbantes de nosso camisa 1. Que atuação ! brandava o incrédulo narrador da Plim-Plim, enquanto a enlouquecida e entorpecida geral clamava pela eleição de Victor para encher as redes do adversário nas cobranças de um dos dois penaltis da tarde ( penalidades cometidas e desta vez assinaladas - lembram-se do ano passado?).
Ficará na retina e na memória este dia de Domingo, 16/08/2009, em qual o Monumental talvez tenha presenciado a maior atuação de um goalkeeper de sua Gloriosa História de quase 60 anos.
E assim, gravado a ferro e fogo no panteão dos Imortais, Victor Leandro Bagy, nascido na distante São Anastácio/SP, no ano de 1983 (qualquer semelhança não é mera coincidência) deu o seu salto definitivo para a Eternidade. Que Dunga tenha, desta vez, piedade de nós !
Salve !

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

2010


por Rafael Quadros


Acordei da hibernação que me acomete este Madonnão 2009. Talvez porque Hal 9001 tenha
achado mais interessante percorrer a Galáxia e cumprir sua missão, levando consigo a nave Discovery a longínquas distâncias anos-luz de nosso Sistema Solar; escapulido desta máquina criogênica, deparo com o calendário terrestre.

A década está acabando, e com ela a esperença de contatos imediatos reavive em meu peito. Foi difícel ser Tricolor neste período, nem Kubrick em sua genialidade poderia tecer enredo tão pernicioso e sutil.

Em 2001, a Odisséia foi produtiva, dela remonta a última conquista digna do tamanho Gremista; dentro da casa do adversário, naturalmente, chocolate, olé, e água no chopp da Fiel (a torcida que tem um time, e não o contrário). Tetra é luxo, é paradigma de ostentação.

Pois bem, se pintava mais anos de hegemonia, colorados à base de lexotan e rivotril, mas o que se viu depois foi de uma crueldade Tarantiana, o SCI tirou forças sabe lá de onde (talvez por encantos, taro e voodoo) e colocou, após ídilios anos de choro e ranger de dentes, seu nome no Panteão da Glória.

O resto da história se sabe: Obino, Guerreiro Não Vendemos Craques (damos de graça), Pastor Tite, ISL, Buraco do Amor, CT de Eldorado e o melhor site do mundo. Sem contar duas Libertadores colocadas na latrina 2002 e 2003, que ainda me dói a angina!

8 anos de ocaso, no exílio pleno e a base de medicamentos de duvidosa origem me causaram cabelos brancos, dores de gota e uma irritabilidade atroz. Agora, diante de tudo que presenciei neste período, nada mais me deixa chocado, como diz o Jô Soares (às vezes ele tem boas sacadas), 'se a caneca dizer bom-dia, eu digo, bom-dia caneca'.

O Monolito Negro jaz em minha sala, aponto o dedo em sua direção, imagens disformes povoam minha mente, derrubo o odre de vinho sobre a mesa...percebo-me no Estádio Olímpico, ao lado da Grande Nação Tricolor, a aurora de novos tempos está para começar, tal qual a película, não busco explicações nem compreender, o resgate do passado perdido trazerá muitas taças.

A partir de 2010, faremos contato.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

PARA ALTO E AVANTE

por Daniel Haigert

Ontem o Inter satisfez uma antiga e duradoura pretensão gremista: jogou na segunda.

Aos desavisados, informo que ao sair para conquistar a Suruga na terra do sol nascente, perdemos duas rodadas do Campeonanto Brasileiro, mas ainda assim, como dois jogos a menos, ficamos beliscando o G-4, lugar para onde voltamos após a vitória de ontem a noite, no Gigante da Beira-Rio, pelo placar de 3 tentos a zero, contra o glorioso ixpórt, ixpórt, ixpóóóórt.

Vá lá que o time de Recife seja ruim, mas é sempre bom fazer o tema de casa.

Andrezinho saiu de campo ovacionado, aplaudido de pé, dando lugar a D´Alessandrom, que dispensa apresentações. O time jogou bem, embora o adversário não apresentasse características de vitorioso. Tomamos, é verdade, uns sustos, mas nada de mais.

Fato pesaroso foi o nariz quebrado de Índio, que ficará fora algumas semanas. E, pior, ouço pelos corredores do Gigante, que saimos de campo com mais uma baixa: Guinazu, por lesão no joelho, ficará fora por dois meses.

Mas, mesmo desfalcado, e ao contrário de outros, espero que ainda assim mantenhamos respeito ao jogar fora de casa, e tragamos mais três pontos no bolso no sábado, contra o Santo André, obviamente, em Santo André.

Para o alto e avante, Inter!
Luz alta no Palestra!!!

CLUBE S/A

por Daniel Haigert

Faço algumas ponderações realistas do que estamos vendo e vivendo ao nível futebolístico.

Com o advento da lei 9615/98, chamada Lei Pelé, os clubes passaram a ser (na prática) empresas. Nem mesmo com o advento da posterior lei 9981/00, que tornou facultativa a 'obrigatoriadade de profissionalização' dos clubes, se alterou o rumo traçado pela Lei do Rei - clube virar empresa.

O futebol, essa máquina de fazer dinheiro, é o ambiente onde mais se disseminou a lei Pelé. Os clubes passaram, aos poucos, mas não despercebidamente, a se revestir tal qual uma gigante do mundo automobilístico, ou da informática: nossos clubes deixaram de ser meros clubes, viraram empresas, e nossos jogadores deixaram de ser simples jogadores, viraram funcionários.

Como bônus, nós, torcedores, acompanhamos uma real profissionalização do negócio futebol. Ambientes mais agradáveis nos estádios, segurança, organização, publicação de lucros e dividendos, marketing latente e campanhas para angariar sócios.

Na contramão, como ônus, doeu-nos o coração: vemos promessas de craques embracarem para Europa, compra de jovens e desconhecidos jogadores, e venda de grandes ídolos, tudo sem a menor piedade da torcida.

É fato que, hoje em dia, o que interessa a um clube de futebol é fazer receita, é lucrar, e chegar (e manter-se) no topo, ser uma Microsoft do futebol.

Assim, com essa ideia, arranja-se um bom jogador de 15 anos de idade, vindo de Itatibaiba do Sul, e firma-se contrato (com os pais) pagando-se nada ou muito pouco. O jovem garoto vai para as categorias de base. Desponta. Vai (se não foi vendido antes) para o time principal. Faz três gols em um Gre-Nal, beija o escudo, chora sob declarações de amor ao clube ao fim do jogo. Emotiva a torcida, que o aclama como o novo Garrincha. Sai do estádio. No caminho, é vendido para o Chelsea. Vai pro aeroporto rumo à Europa. E a torcida... bom, fica na torcida para que um dia a nova promessa retorne para que ao menos jogue dois jogos. E o clube? Bom, o clube, ou a empresa, faz tic-tlim, e fatura milhões de euros ou doláres.

E é também com essa ideia de lucro empresarial que se traz jogadores que possam ser, no mínimo, renegociados. O atacante brasileiro Fitica, do Real Pompeu, após ficar no futebol espenhol por 6 anos, ou menos, ou até uma fisgada no músculo posterior da coxa, ou até sentir saudade de Itatibaia, rescinde seu contrato. Pede para voltar. Já conta ele com seus 32 anos. Pode ter certeza que não vem. Agora, se tiver 28... ah! há o mundo árabe para repassá-lo.

Resumo dessa lenga-lenga: o clube tem que ter lucro. Dane-se o amor ao clube. Danem-se os adoradores romancistas do futebol.

Não tenho dúvidas que a atual direção do Inter, ao lado da direção do São Paulo FC, são as duas maiores aplicadoras da lei Pelé e dessa ideia de clube empresa. Inter e São Paulo já são verdadeiras empresas. Basta analisar as vendas e as contratações. Basta ver a organização da direção - com eventuais equívocos, claro, como qualquer empresa.

O Inter, por exemplo, lançou Nilmar. Vendeu-o por uma nota. Ele deu uma volta ao mundo até se machucar. Foi dado como acabado aos 25 anos. A direção foi atrás da cara. Tratou-o. Relançou-o. Vendeu-o novamente. E por mais que tinha vendido antes. É um dos poucos casos de lucro duplo com o mesmo produto de venda.

Há poucos dias, o Inter renegou Fernandão - que saiu cedo do Goiás, foi para Europa, veio para o Inter e foi para o mundo árabe. Minha visão romancista não deixou eu analisar (no momento) com os olhos da realidade. Mas a verdade é que o que faríamos com o Fernandão, se não pagar-lhe salários? Não haveria o retorno financeiro - relembrando que ele conta com 31 anos e já andou por tudo que é canto. Fernandão é, em minha opinião, um dos três maiores jogadres da história do Colorado, mas ele teria o conforto de vir e poder perder (já ganhou tudo) e, mais, não dar o retorno financeiro esperado. Complicado.

Em compensação, o Inter repatriou Edu, do Bétis. Dizem se tratar de um bom jogador. O youtube me mostrou algumas coisas nesse sentido. Mas qual a diferença entre Edu e Fernandão? Edu é um pouco mais novo e pode ser revendido para o futebol árabe por uma boa quantia. Simples assim.

Enquanto isso, há quem aposte gerar lucro com Renato Cajá... mas isso faz parte de quem recém está entrando no mundo das empresas...

Noves fora, só acho uma pena que a frieza dos números acaba com o calor da paixão.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

CAIU A CASA!!!!

Por Capitão Rodrigo Pohlmann Cambará

Para quem não sabe, o Grêmio neste turno do campeonato não ganhou nenhuma partida fora de casa. Isso mesmo, de nove jogos, foram sete derrotas e dois empates.

Escuto, já faz um tempo, os nossos dirigentes dizendo que irão qualificar o grupo, que é preciso contratar. Informo a direção gremista que, se não contratarem urgentemente, vamos brigar para fugir do rebaixamento.

Isso não é alarmismo barato, nem estou me aproveitando desse momento ruim para baixar o sarrafo, mas é que a barca tá furada e falta pouco para afundar.

Não adianta contratar um técnico como Autuori, que reputo de 1ª linha, sem um limite mínimo de qualidade.

Vou dar um simples exemplo prático: No próximo jogo, Tcheco e Sousa, os dois únicos armadores do time, não poderão jogar pois estão suspensos. Quem entrará no lugar deles?

Uma vaga está preenchida: o famoso quase estrela, quase craque, que todos os times da Europa querem ele, mas ninguém compra, Douglas Costa. Na outra vaga, será uma disputa de horrores: Orteman, Maylson, Makelele, etc.

Diante de tanta qualidade, o nosso bom técnico terá essa semana para resolver esse problema. Sendo sincero, não queria estar na pele do treinador numa hora dessas...

Saudações aos amigos.

domingo, 9 de agosto de 2009

Nau sem rumo

Por Adriano Comissoli
Alerta!! Alerta!!
Abraço no pai eu dei, mas o Grêmio perdeu pro Grêmio!! Que que é isso, minha gente?
Nem vou questionar se mereceu perder ou não, mas tá a feia a coisa pro nosso lado. A nau tá sem rumo e o capitão da barca tá ocupado vomitando com enjôo.
O que falta ao clube é objetivo. Afinal de contas qual é a ambição do Grêmio nesse certame? O time não sabe a que veio no campeonato brasileiro. Não tá lutando pelo título, não parece almejar vaga para a Libertadores. Tá contente em levar uma Sul Americana? Sabe-se lá! Ao que parece sobreviver aos trancos e barrancos é tudo.
E aí, direção?? O que o torcedor gremista deve esperar do time na segunda metade do torneio? O que ele deve almejar? A pergunta não é cretina, pois o que questiono é o que vai nos motivar a ir aos jogos no Olímpico. Certamente não é a alta qualidade do nosso futebol. Ou será que o motivo do time não vencer fora de casa é tão somente a ausência da torcida?
Ah!!! E eu que achava que era a ausência de meio campo, laterais, atacantes...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Quarta teve Goethe

Por Carlos Augusto Petersen Chaves

Quarta feira acordei cedo. Mal humorado como quase sempre. Mas o compromisso era às sete horas da matina. É a naba de se jogar no Japão.

Mate a tira colo e vamos pro jogo.

Vinte minutos do primeiro tempo. Já tivemos gol anulado... O campo parece o do Jaconi... O que tenho pra fazer hoje no escritório...? Mas lá pelas tantas percebo o chiadinho que vem da caixa de som. Aumento o volume.

É!! Esse jogo tem o chiado do Japão!!!

Me acomodo melhor no sofá. Bate um sentimento diferente, uma mistura de nervosismo, satisfação, orgulho e... tenho certeza que já senti isso antes. Essa apreensão eu já tive.

O jogo contra o Oita Trinita tem a áurea do jogo com o Al Alhy. Claro, a vergonha de perder pro Oita seria a idêntica que teríamos passado numa eliminação no primeiro jogo do Mundial Fifa 2006. Só o Inter tinha a perder. Se é que existe um jogo jogado, esse era um. Só quem decide mundial em 2 jogos sabe o que é isso.

Por alguns bons minutos eu ceguei em frente a televisão. As imagens que vinham a cabeça era daquele jogo contra os egípcios. As embaixadinhas de ombro do Pato sobre a risca lateral. O drama depois do gol de empate. Quem estava na sala dando sorte. O alívio do gol do Luiz Adriano e os foguetes ao final. Que venha o próximo! Barça ou América do México? Torcerei pelo América certo!!

Acordo desse devaneio. O time do Tite atrai novamente o adversário pro seu campo depois dum 2 x 0 exatamente da mesma forma que como contra São Paulo, Fluminense, etc, etc... Não serei chato de repetir o que já disse sobre isso antes. Mas mantenho a posição, viu Daniel!

Entre mortos, feridos e substituídos fizemos o tema de casa (sem falsa modéstia no uso do termo “casa”). Ganhamos dos japas de 2 x 1. Fizemos uma festinha protocolar e até encabulada. Nove e meia da manhã. Azar! Sigo a minha rotina de colorado quando ganha título: pego meu carro e vou pra Goethe. Só que hoje, pelo horário, é sem cerveja.


Grêmio vs. Grêmio

por Adriano Comissoli

Domingo dia 9 de agosto, dois compromissos aos gremistas. O primeiro cumprimentar o paizão véio que ao dar aquele vem cá minha nega na santa mãezinha de cada um de nós engendrou mais um tricolor no mundo.

Pra muitos foi o pai quem também indicou à progênie o time a se torcer, algo já abordado pelo colega Daniel neste blog. No meu caso algo de ezquizofrênico envolveu essa decisão, pois o meu pai - paulista e paulistano da Mooca - é torcedor do tricolor do Morumbi. Ainda assim nunca influenciou nenhum dos filhos que logo se inclinaram por trocar a faixa vermelha do unifrome do São Paulo por uma cor menos brega, o azul! Coube aos meus irmãos, com franco destaque ao Henrique, ensinar-me as lides dos estádios. Um dia comento com calma a "traição" do meu irmão mais velho que fez o que ninguém jamais deveria fazer e virou a casaca por mero despeito. Outro dia.

O segundo compromisso do torcedor do Imortal Tricolor é assistir ao curioso embate entre Grêmio e Grêmio, marcado pras 18 horas e 30 minutos.

Não sejamos ingênuos de acreditar que a partida entre os homônimos é coisa pouca, pois a equipe de Barueri está colada em pontos conosco. É uma oportunidade de ouro para se afastar dos rivais mais imediatos, já que o Corinthians enfrenta o Flamengo - partida que pormete ser eletrizante - o São Paulo encara o imprevisível Goiás (Fernandão já joga?) e o Avaí tenta passar a perna no Santos. Com sorte podemos respirar um pouco pra fora desse grupo embolado. De todo o modo não sejamos ingênuos, primeiro façamos o dever de casa contra o desconhecido time de Barueri, depois comecemos com a complicada matemática das projeções.

São 25 pontos em 17 partidas, ganhando essa mais 3, aí tem mais um jogo, noves fora, a raiz quadrada de pi na quinta potência elevada ao logaritmo de alfa... Ah!! Vamo joga bola, tchê!!!

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Em tempo, no caso de assistir ao jogo com o pai véio não seja cretino, levanta do sofá e pega um cerveja pro coroa, guri!


Não foi mau, não foi mau

por Adriano Comissoli

Olha, gente, não foi mau esse empate contra o Palmeiras, considerando que se trata do líder do campeonato e principalmente as últimas atuações do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Ainda mais se percebemos que o time presisonou, jogou aguerrido e que finalmente Autuori parece ter algum controle sobre a equipe.

Retratação deste autor? Nem tanto. Me queixei da chegada de Autuori em momento tão dramático e espinhoso como foi a final da Libertadores. Meu argumento era bem simples: ele não possuía o devido conhecimento do plantel e ainda por cima arriscava alterar o esquema tático. Com o tempo parece estar dando forma ao time.

Ainda estamos longe de atuações brilhantes ou ao menos de uma posição tranquila no campeonato, mas parece que o meu clube bipolar ando tomando lítio nas últimas semanas e pode me poupar alguns sustos futuros.

Ainda assim o Grêmio vai entrar em campo com o placar indefinido em todos os jogos do campeonato. Até o final não haverá jogo fácil pra nós esse ano.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

E DEPOIS DA SURUGA, TUDO VOLTA AO NORMAL

por Daniel Haigert

O Adolfo, um conhecido meu, curte uma orgia. Ele me confessou isso dia desses, no balcão de um bar da Lima e Silva, após contar-me, diante dos garçons atônitos que ouviam a conversa, suas peripécias sexuais. No dia seguinte cruzei pelo Adolfo, no Tribunal de Justiça; sujeito sério e engravatado. Não pude deixar de pensar, sarcasticamente: Mas tu, hein, Adolfo..?!?!?

O Adolfo é o típico cara que, após uma suruba, toca sua vida normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Adaptei o modus vivendi do Adolfo para o futebol, e com um toque de pessimismo.

Para mim, a Copa Suruba - desculpe, Copa Suruga - não prestou pra nada, senão para justificar a porcaria que será o jogo de segunda-feira, dia 10/08, no Beira-Rio. Já conseguiram a desculpa para a apresentação pífia que ocorrerá diante do glorioso e popular Ixxport!Ixxport!Ixxport!, que está na rabeira da tabela.

Não digo com isso que perderemos o jogo. Digo, isso sim, que certamente o Inter não apresentará um bom futebol.

Os jogadores simplesmente viajaram 2 dias para chegar lá no quinto dos infernos, jogaram num potreiro, contra um bando de japoneses corredores, no verão e com estufa ligada, e horas depois embarcaram de volta para chegar aqui... amanhã! Descansarão sábado e domingo e, segunda, os que tiverem sobrevivido e não machucados, entrarão em campo precisando vencer. Sim! Precisando vencer! Isso porque os times da ponta tão ganhando e temos que correr atrás.

E já sei que, mesmo depois da tal da Suruga, o Inter apresentará os mesmos problemas de posicionamento (zaga, por exemplo) e decréscimo técnico (Índio, por exemplo) que já viraram rotina nos jogos do Colorado - até lá, na abafada terra do sol nascente.

Ou seja, tal qual faz o Adolfo, depois do pegaquetepego, a vida continua normalmente. O Inter com seus problemas de disciplina, de organização tática, de treinamento, e de técnica, e o Adolfo passeando por aí, todo sério e engravatado.


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A SURUGA

por Daniel Haigert

E mais uma taça está no armário, minha gente. Essa com um nome mais sugestivo, ao menos. Pena que não rolou a propaganda do Toshiro para incentivar eu acordar mais cedo que o de costume e ver os minutos iniciais do jogo. Acordei quando a bola já estava quicando de um lado pro outro no meio daquele potreiro - ô campinho bem ruim. Nem parece que rolou jogo de Copa do Mundo lá...

Mas, enfim, Alecsandro, que eu já disse ser um bom jogador, e Andrezinho, o nome do jogo, fizeram os gols na vitória do Inter por 2 x 1 sobre o OooTTToooo Trinita - eu sei que é Oita... Andrezinho fez um golaço, vale a pena conferir.

A decepção ficou por parte do meu zagueiro Índio, que anda numa má fase "dos inferno", ao ponto do Kawasaki lá driblar ele tipo joguinho de HD e dar um pataço indefensável para descontar no placar. No mais, precisamos urgentemente arrumar o lado direito da zaga, que é temeroso.

O Inter não jogou bem, de novo, mas fez o suficiente para levantar mais uma taça em sua invejável coleção de títulos.

Especificamente, antes que desmereçam a Suruga Bank Cup, transcrevo o ensinamento do Guerrinha hoje pela manhã na Rádio Gaúcha: "mais feio que ganhar a Copa Suruga seria perder a Copa Suruga".

Adiciono: Povo na rua, taça no armário e - ticticlim! no caixa - bicho no bolso! E em moeda estrangeira!

Saionara, sanseis, nisseis e vocêiiis!


terça-feira, 4 de agosto de 2009

1.000 ACESSOS

Um mil acessos desde que colocamos o contador.

Parabéns Diplomatas!!!

















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PERGUNTAS AINDA SEM RESPOSTAS

por Daniel Haigert

Ainda estou abalado. O que tem Goiás de misterioso que atrai, além de OVNIS, tamanduas bandeira e Césio 137, o Iarley e, agora, o Fernandão? Como o Goiás, aquele chato time ilhado no meio do cerrado, a quinhentos e oitenta quilômetros de alguma coisa para qualquer lado, conseguiu modificar o que estava escrito nos astros, no alinahmento o sol e da lua? Ô timezinho que é enjoado até nisso!

Acho que a direção colorada deu ouvidos ao que muito jornalista racionalista brandava aqui nesse cantão do país e ficou com medo de repatriar Fernandão e acabar com a mística do capitão.

Certamente que Fernandão seria engolido pelos carnívoros comentaristas esportivos do meu querido Rio Grande. Bastaria fardar, pisar no gramado e errar o primeiro passe para que fosse descarregada toda a fúria que ficou atravessada na guela de muitos por aqui com as taças que Fernandão levantou acima de sua cabeça. Ele está fora de forma!, Fernandão é o novo Daniel Carvalho!, Ele é ex jogador!, Fernandão deveria se aposentar!, e por ai trilharia a artilharia xiita e anti futebolistica do sul do país - até que, cansado, Fernandão faria como Clemer: acertaria um salário e curtiria apenas treinos, esquecido nos porões do Gigante, aguardando a inauguração e sua colocação no Museu Rubro.

Há certa lógica na não ação da direção colorada - se é que houve, pois Fernando Carvalho se disse surpreso. Possivelmnente a direção buscou proteger um ídolo da torcida, não o expondo novamente as críticas de alguns famigerados analistas do futebol.

Fernandão, por sua vez, deve ter lá seus motivos e suas cabeças de gado no interior de Goiás para cuidar. Ainda espero saber os detalhes da escolha que, segundo o eterno capitão, serão revelados no seu site F9 nas próximas horas ou dias.

Até lá, fico me questionando o que tem em Goiás além de OVNIS, tamanduas bandeira e Césio 137...