sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Quarta teve Goethe

Por Carlos Augusto Petersen Chaves

Quarta feira acordei cedo. Mal humorado como quase sempre. Mas o compromisso era às sete horas da matina. É a naba de se jogar no Japão.

Mate a tira colo e vamos pro jogo.

Vinte minutos do primeiro tempo. Já tivemos gol anulado... O campo parece o do Jaconi... O que tenho pra fazer hoje no escritório...? Mas lá pelas tantas percebo o chiadinho que vem da caixa de som. Aumento o volume.

É!! Esse jogo tem o chiado do Japão!!!

Me acomodo melhor no sofá. Bate um sentimento diferente, uma mistura de nervosismo, satisfação, orgulho e... tenho certeza que já senti isso antes. Essa apreensão eu já tive.

O jogo contra o Oita Trinita tem a áurea do jogo com o Al Alhy. Claro, a vergonha de perder pro Oita seria a idêntica que teríamos passado numa eliminação no primeiro jogo do Mundial Fifa 2006. Só o Inter tinha a perder. Se é que existe um jogo jogado, esse era um. Só quem decide mundial em 2 jogos sabe o que é isso.

Por alguns bons minutos eu ceguei em frente a televisão. As imagens que vinham a cabeça era daquele jogo contra os egípcios. As embaixadinhas de ombro do Pato sobre a risca lateral. O drama depois do gol de empate. Quem estava na sala dando sorte. O alívio do gol do Luiz Adriano e os foguetes ao final. Que venha o próximo! Barça ou América do México? Torcerei pelo América certo!!

Acordo desse devaneio. O time do Tite atrai novamente o adversário pro seu campo depois dum 2 x 0 exatamente da mesma forma que como contra São Paulo, Fluminense, etc, etc... Não serei chato de repetir o que já disse sobre isso antes. Mas mantenho a posição, viu Daniel!

Entre mortos, feridos e substituídos fizemos o tema de casa (sem falsa modéstia no uso do termo “casa”). Ganhamos dos japas de 2 x 1. Fizemos uma festinha protocolar e até encabulada. Nove e meia da manhã. Azar! Sigo a minha rotina de colorado quando ganha título: pego meu carro e vou pra Goethe. Só que hoje, pelo horário, é sem cerveja.


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