
por Daniel Haigert
Tal qual a ideia da musiquinha, o Inter vai ter que se recompor depois da derrota de ontem, no Pacaembu.
Tá certo que houve um dedo, uma mão, um braço, um juiz inteiro, autorizando uma cobrança de falta com bola rolando e não marcando um descarado pênalti - o que poderia ter alterado significativamente o placar do jogo, meu sentimento (de revolta) de hoje, meu enjoo (não teria passado da conta), e minha crença nos ratos que habitam os corredores escuros e úmidos do alvi-negro paulista. Mas nada disso. Foi tudo igual na terra do bacanal.
O "Curintiã" (aliás, recebi uma piada ótima de "mano curintiano sem treta" que depois escrevo), sempre é estranhamente beneficiado, ainda mais em confrontos contra o Inter - sim, nós não esquecemos 2005! - o que me deixa um tanto quanto desgostoso com o futebol e as beneces concedidas a determinadas coisas do meio.
Explico. E para isso, volto a 2005. Inter era líder do campeonato brasileiro e o Corinthians havia se vendido para a MSI (uma empresa daquelas que surgem da noite para o dia, dirigida por um anglo-iraniano malandro, com passaporte inglês, e com sede em alguma ilha desse nosso oceano). Muuuuuuuuuito dinheiro (sei lá de onde vindo) rolava no time alvi-rubro, que trouxe Tevez, Nilmar e outros. Mas os jogadores não estavam rendendo tudo isso. Inter vinha melhor (era a base do time de 2006). Jogo em São Paulo, que todos chamaram de final, dada a disputa dos dois pertos do título. Corinthians fez um gol, Inter fez outro, Tinga (Inter) entrou na área, foi derrubado (ippon) pelo goleiro do time paulista, e juiz mandou o lance seguir, dando amarelo ao nego da Popular do Beira-Rio.
Dias depois, surge um papo - até hoje muito estranho - de venda de resultado de jogos de futebol , em uma armação de um juiz, vira e mexe e pá! um cenataço do Dr. Zveitter (jamais o esquecerei) cancelando nada mais, nada menos, que 11 rodadas do Brasileirão. Tirou todos os pontos desses jogos, voltou o campeonato, e refizeram os jogos. Opa lá! Diziamos nós aqui nesse cantão do Brasil que é o RS! Se o pilantra roubou (e foi o único que foi penalizado na história toda, coitado) anule-se somente os jogos em que ele apitou!!! Mas não. O mundo da bola é mais nebuloso que o céu de Londres. Aliás, pergunto-me, desde lá: será que de lá veio alguma verba para tal decisão de anular jogos? Afinal, a MSI surgiu, lavou, levou e sumiu. Nunca saberemos.
Ontem, voltou-me tudo isso à cabeça. MSI, 2005, Zveitter. Elias bateu feito Chuck Norris e não levou nem advertência - coincidência, ele estava pendurado. Alecsandro tomou um carrinho criminoso na área, juiz mandou seguir. Um meio campo cobrou uma falta com abola rolando, juiz deixou seguir, a bola veio pro bola que, rolando com a bola, chutou e fez. E o bola é um clássico do futebol, não pode ficar rolando por ai.
Ronaldo gordito me fez lembrar de tudo isso aí.
Mas vai ter troco, pois o mundo da bola é redondo.
Nos aguardem.
Colorados! Ao Gigante dia 01/07/2009. Lá é nossa casa, lá é nosso lugar. Não nos tirarão esse título. Não esse.
Tá certo que houve um dedo, uma mão, um braço, um juiz inteiro, autorizando uma cobrança de falta com bola rolando e não marcando um descarado pênalti - o que poderia ter alterado significativamente o placar do jogo, meu sentimento (de revolta) de hoje, meu enjoo (não teria passado da conta), e minha crença nos ratos que habitam os corredores escuros e úmidos do alvi-negro paulista. Mas nada disso. Foi tudo igual na terra do bacanal.
O "Curintiã" (aliás, recebi uma piada ótima de "mano curintiano sem treta" que depois escrevo), sempre é estranhamente beneficiado, ainda mais em confrontos contra o Inter - sim, nós não esquecemos 2005! - o que me deixa um tanto quanto desgostoso com o futebol e as beneces concedidas a determinadas coisas do meio.
Explico. E para isso, volto a 2005. Inter era líder do campeonato brasileiro e o Corinthians havia se vendido para a MSI (uma empresa daquelas que surgem da noite para o dia, dirigida por um anglo-iraniano malandro, com passaporte inglês, e com sede em alguma ilha desse nosso oceano). Muuuuuuuuuito dinheiro (sei lá de onde vindo) rolava no time alvi-rubro, que trouxe Tevez, Nilmar e outros. Mas os jogadores não estavam rendendo tudo isso. Inter vinha melhor (era a base do time de 2006). Jogo em São Paulo, que todos chamaram de final, dada a disputa dos dois pertos do título. Corinthians fez um gol, Inter fez outro, Tinga (Inter) entrou na área, foi derrubado (ippon) pelo goleiro do time paulista, e juiz mandou o lance seguir, dando amarelo ao nego da Popular do Beira-Rio.
Dias depois, surge um papo - até hoje muito estranho - de venda de resultado de jogos de futebol , em uma armação de um juiz, vira e mexe e pá! um cenataço do Dr. Zveitter (jamais o esquecerei) cancelando nada mais, nada menos, que 11 rodadas do Brasileirão. Tirou todos os pontos desses jogos, voltou o campeonato, e refizeram os jogos. Opa lá! Diziamos nós aqui nesse cantão do Brasil que é o RS! Se o pilantra roubou (e foi o único que foi penalizado na história toda, coitado) anule-se somente os jogos em que ele apitou!!! Mas não. O mundo da bola é mais nebuloso que o céu de Londres. Aliás, pergunto-me, desde lá: será que de lá veio alguma verba para tal decisão de anular jogos? Afinal, a MSI surgiu, lavou, levou e sumiu. Nunca saberemos.
Ontem, voltou-me tudo isso à cabeça. MSI, 2005, Zveitter. Elias bateu feito Chuck Norris e não levou nem advertência - coincidência, ele estava pendurado. Alecsandro tomou um carrinho criminoso na área, juiz mandou seguir. Um meio campo cobrou uma falta com abola rolando, juiz deixou seguir, a bola veio pro bola que, rolando com a bola, chutou e fez. E o bola é um clássico do futebol, não pode ficar rolando por ai.
Ronaldo gordito me fez lembrar de tudo isso aí.
Mas vai ter troco, pois o mundo da bola é redondo.
Nos aguardem.
Colorados! Ao Gigante dia 01/07/2009. Lá é nossa casa, lá é nosso lugar. Não nos tirarão esse título. Não esse.
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