sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tardo mas não falho

Por Daniel Haigert

A cara do D´Alessandro na fotinho diz tudo: foi no sufoco! Mas o Inter chegou na final da Copa do Brasil, e dia 17/06 enfrentará o Corinthians, lá em Corinthians. Depois, 01/07, a decisão-decisão será no Gigante da Beira-Rio.


No jogo em Curitiba, contra o Coritiba, cheguei a conclusão que o Professor Tite não é técnico. É pesquisador médico cardiologista, com especialização na torcida Colorada.

Tá maluco... Credo... não precisava ser desse jeito, ô Tite!

Que ele (Tite) mexe mal no time em 90% das vezes, vá lá, todo mundo sabe. Agora, mexer mal, vendo que um simples gol tiraria o time da final é invocar o mais louco kamicaze.

Aos perdidos, o Inter ganhou o primeiro jogo das semi finais por 3 a 1. Assim, poderia perder por 1 a zero que estaria classficado. E, cirurgicamente, assim procedeu. Perdeu por 1 a zero para o Coxa - vá lá, os caras estavam emocionados. Até site de "eu acredito" rolou. O Couto Pereira virou um caldeirão que entusiasmou o fraco time verde branco. Fraco, mas motivado.

O Inter, assim como no Maracanã, entrou em campo com o regulamento embaixo do braço, e jogou pelo resultado - eu odeio jogar pelo resultado.

No 4-4-2 clássico, com os três volantes (que eu digo que o Inter tem, e prova disso é que havia evidente ordem para Magrão e Guiñazu não avançarem, pois não passaram do meio campo), o Colorado formou um paredão contra o ímpeto verde e branco do Coxa. Uma linha de quatro defensores, e uma linha de três volantes, com D´Ale na frente deles, municiando Taison e Alecsandro (baita centroavante, diga-se de passagem).

O paredão funcionou. E, acho, sempre funcionará, pois Sandro, Guiñazu e Magrão juntos formam o melhor meio campo defensivo do Brasil. Atrás deles, um bravo Álvaro, um excelente Índio, e dois laterais contidos na defesa. Realmente, é muito difícil passar por isso tudo.

Mas, e sempre há o mas, uma bola boba pode entrar. E entrou. Digo boba porque o Coritiba teve outras chances mais claras de gol do que a virada que o argentino (deles) deu em frente ao Índio, aos 32´ do 2º tempo, pegando de surpresa o (provou-me) bom goleiro Lauro. Para piorar, Bolívar foi expulso. Minha defesa direita estava desguarnecida.

E aí, leitor, o Couto Pereira pegou fogo, o Coritiba se lançou ao ataque, e começaram as bizonhices do Professor Tite.

Meu saudoso Abel (sou devoto de Abel) mexia mal diversas vezes. E faz-me rir até hoje só de lembrar as alterações extraterrenas que fazia. Mas na maioria das vezes ele maxia mal quando estávamos ganhando por 3 a zero ou quando precisávamos (mesmo) de uma vitória. Era o famoso ou tudo ou nada. Bonito isso. Se perdia, perdia tentando. Mas Tite não é assim.

Perdendo o jogo por 1 a zero, tendo 15 minutos de evidente sufoco, onde o Coritiba sem dúvida se lançaria ao ataque, Tite tirou D´Alessandro, Taison e Alecsandro, e colocou um volante, um meio campo e um lateral direito.

E se tomassemos um gol de bate rebate, senhor?

Cairia tudo por terra. E não haveria viva alma no campo adversário para tentar um gol salvador.

Que desespero foi. Que angústia.

Assim, nunca mais, Tite. Prometa isto.

No fim, prevaleceu o Inter e estamos na final.

Mas que sufoco. Desnecessário sufoco.

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