segunda-feira, 29 de junho de 2009

RUMO A OUTRA BATALHA...

Por Rodrigo Pohlmann Cambará

Recebi um e-mail, de autor desconhecido, que transcrevo abaixo:

Um resultado de três a um a ser revertido contra um time tido por muitos como sendo o mais forte, cujo retrospecto em confrontos em copas e seus títulos não desmentem o seu tamanho.
Uma batalha em campo que se recusa a acabar após o apito do árbitro suplente, estendendo-se a juízes que usam martelo ao invés de apito.
Uma semana com previsão de frio e chuva.
Muitos torcedores baixariam a cabeça, muitos torcedores acompanhariam a partida no máximo em um bar, muitos torcedores vaiariam a volta do time ao seu estádio, muitos torcedores comuns, mas não gremistas. Gremistas de verdade não se desanimaram após o jogo, gremistas de verdade suspiraram com satisfação e agradeceram aos Deuses do futebol por propiciarem este cenário bélico e permiti-lhes não somente presenciar, mas pelear junto mais esta batalha na vida daquele que é conhecido como imortal.
Gremistas, agradeçam! Vistam a camisa mais surrada que tiverem, talvez aquela que vocês estavam usando naquele inesquecível sábado de 2005, pois não vamos ao Olímpico a passeio, pintem seus rostos, desfrutem cada minuto do segundo dia do mês de julho antes da partida, preparem o espírito e quando alguém comentar o quão duro será o jogo, apenas sorriam.
Sorriam o sorriso do guerreiro.
O sorriso de quem espera pela batalha que tanto aguarda pacientemente enquanto amola a sua espada. Na próxima quinta-feira não vamos ao Monumental simplesmente. Na próxima quinta-feira marcharemos as calçadas estreitas da avenida Azenha, deixaremos o ar gélido do nosso inverno entrar em nossos pulmões e ser expulso pelo calor dos nossos corações, nos alimentaremos com o som dos nossos companheiros que lá nos aguardam e formaremos junto a eles nossa linha de frente nos dois anéis do poderoso estádio Olímpico Monumental. E lá, não haverá espaço para disputa ou vaidades entre os nossos, cantaremos juntos, de goleira a goleira, de inferior a superior, de Geral a Social, a mesma canção, pois só assim nossa força se fará presente, nos lembraremos do motivo maior pelo qual vestimos as mesmas cores.
Nossa garganta será nossa espada; a camisa, nossa armadura; e com isso, lutaremos e faremos o melhor que pudermos, pois comparado à grande nação tricolor espalhada pelo mundo, os cinqüenta mil da azenha serão os poucos privilegiados a fazer parte de mais este feito.
Então, companheiro gremista, se vai ao estádio na próxima quinta-feira, saiba desde já o tamanho de sua responsabilidade. Não se preocupe com a sua voz e no dia seguinte, quando perguntado se a perdeu, diga que não.
Diga que ela está no Olímpico e ficará lá, perpetuada junto a outras 50 mil que levaram o Grêmio a mais esta façanha.
Loucura?
ISTO É GRÊMIO!
O lugar de todos os gremistas na quinta-feira é no estádio Olímpico Monumental.

2 comentários:

  1. Lembro bem do "eu acredito" contra o Boca. Acho que tem neguinho que senta na frente do computador, com uma camisetinha e uma bandeira, e começa a escrever e a chorar, entre um gole e outro de vodka (tem que ser forte a bebida) - daí sai essas coisas esconchas ae, sempre de um autor desconhecido que deve ser até meio transviado.

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  2. Ao Daniel, o meu sorriso. Ao Inter, boa sorte.
    Sorte nada teve a ver com o Grêmio, nem nas vitórias, nem nas derrotas.

    Eu tenho ainda a mesma camisa de 2005, que também esteve comigo em 1995. Sim, eu vou vestí-la com o o mesmo orgulho e com o mesmo ímpeto.

    É, colorados, eu vou acreditar, vou beber e vou chorar seja lá qual for o resultado. Pra mim futebol é isso. Espero que um dia vocês possam sentir o que é isso.

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