segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O que dizer de Mário Sérgio

Por Daniel Haigert

Alegria de pobre dura pouco. Mal comemorei a saída de Tite, veio a notícia de Mário Sérgio, que já causou-me indagações mil nos entremeios de minha consciência futebolística.

Espero eu que as atuais condições climáticas de Porto Alegre - agora são 16:50hs, e virou noite - não sejam um prenúncio de tempos difíceis.

Mas, o que dizer de Mário Sérgio, senão elegiá-lo pela meia-cancha gloriosa do Inter de 79?

Sim, porque depois disso ele errou em vestir a chemise tricolor da Azenha e ajudá-los na conquista da Taça Toyota, de 83, onde, estava sob efeito de psicóticos ou ervas medicinais. Tanto que, curado, voltou ao Beira-Rio, por onde passou um ano antes de tomar outros rumos.

Depois, o Mário (mas que Mário?), o Sérgio, investiu na carreira de técnico. Nunca ganhou nada como técnico. Poor Mário. Mas, enfim.

Diz o Mano que ele é bom pra tiro curto. Bom pra tiro curto é o Usaim Bolt, Mano. É arma de calibre 12. É guepardo, que atinge 112km/h em curta distância.

Técnico pra tiro curto, só conheci o glorioso Cláudio Duarte, ou Claudião. E pra tiro curto de desesperado, no esquema "pega-ratão do Claudião".

Tivesse a direção trazido um treinador de peso, garantiríamos a finaleira do Brasileirão e a disputa da LA ano em 2010, com trabalho de projeções. Mas... o Mário...?

Lembro que o Mário Sérgio só treinou, entre os grandes do Brasileiro, o São Paulo, o Corinthians, o Botafogo e o Atlético MG. De resto, foi Vitória, Atlético Paranaense, Figueirense e rodopeou na Portuguesa, ainda nesse ano de 2009, quando foi eliminado pelo Icasa e dispensado sem sorrisos.

E desde a Lusa, andou esquecido o Mário. Talvez estivesse ele buscando argumentos nas fotos e reportagens de 79, porquê não?, já prevendo uma redenção na casamata Colorada... sabe-se lá...

Ainda o Mano, nas nossas divagações, disse que ele era ofensivista e motivador.

Sabe-se que ofensivista não tem muito crédito com o Fernando Carvalho...

E motivador é o Abel. E só ele.

O que se sabe é que Mário Sérgio vem junto com um ponto de interrogação.

Como diria Cláudio Cabral: Oremos!

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