
Por Daniel Haigert
Se realmente foi proferida palavra de cunho racista no jogo do Cruzeiro, ontem, não pode ficar por isso mesmo. Entendo que já passou da hora (mais ainda ha tempo) das pessoas com mais notoriedade e influência de darem o exemplo correto, e não o errado. Passar a mão na cabeça do castelhano com apelido de boneca famosa após ele ter (supostamente, pela queixa e pelas imagens) cometido ato de racismo contra o jogador do time mineiro é tão (ou mais) gravoso que cometer o próprio ato.
Explico:
Vivemos em uma sociedade que perdeu, sabe-se lá em que momento, o respeito.
Acho que por uma questão de individualismo exacerbado, atropelamos o outro que está ao nosso lado, seja literalmente, seja no sentido metafórico, sempre em busca daquilo que almejamos. E isso leva ao fim de que o único interesse é o nosso próprio interesse, e o outro que se vire.
Esse individualismo exacerbado, essa falta de socialidade, acaba por romper limites éticos, limites morais, limites de convívio, limites de respeito, limites de direitos.
Sobre esses limites, registro uma das grandes coisas que aprendi na Faculdade de Direito, e que é um pensamento que sempre procurei levar comigo: de que o meu direito acaba onde começa o do outro.
O que me causa desgosto é saber que muitos convivem conosco não sabem o que é direito, não sabem o que é respeito, e tampouco sabem o ponto que limita isso tudo, o limite. Brincar, é uma coisa; brigar, é outra. Brincar com xingamento, mesmo que ofensivo, é uma coisa; utilizar esse xingamento ofensivo de modo a degradar ou ofender o outro, é outra coisa.
O limite de até onde podemos ir, até o que podemos aturar. O limite que aprendemos ainda bebês, com as grades do berço, que ao mesmo tempo que nos dão segurança e nos impedem de ir além delas. Limites que os pais deveriam dar aos filhos, antes que cresçam e virem pessoas desmedidas, sem limites.
É por isso que, quando algum indívuduo socialmente influente - no caso um jogador de futebol - passa dos limites, deve ser tolhido, deve ser punido, como modelo do que não pode ser feito.
Se é exemplo de jogador, que seja exemplo também de pessoa.
Só assim, tendo bons exemplos, deixaremos de ser carrinhos de auto-choque. Diversos. Milhares. Milhões! Bilhões! E conseguiremos viver, com respeito, em sociedade.
Então, me desculpem Paulossantanas, Cacalos, Kriegers, e afins, mas um ato de pessoa influente e pública não tem nada de besteira. Indico que, no mínimo, traduzam a Constituição Federal para o espanhol, já que "yo no compreendo nada".
Explico:
Vivemos em uma sociedade que perdeu, sabe-se lá em que momento, o respeito.
Acho que por uma questão de individualismo exacerbado, atropelamos o outro que está ao nosso lado, seja literalmente, seja no sentido metafórico, sempre em busca daquilo que almejamos. E isso leva ao fim de que o único interesse é o nosso próprio interesse, e o outro que se vire.
Esse individualismo exacerbado, essa falta de socialidade, acaba por romper limites éticos, limites morais, limites de convívio, limites de respeito, limites de direitos.
Sobre esses limites, registro uma das grandes coisas que aprendi na Faculdade de Direito, e que é um pensamento que sempre procurei levar comigo: de que o meu direito acaba onde começa o do outro.
O que me causa desgosto é saber que muitos convivem conosco não sabem o que é direito, não sabem o que é respeito, e tampouco sabem o ponto que limita isso tudo, o limite. Brincar, é uma coisa; brigar, é outra. Brincar com xingamento, mesmo que ofensivo, é uma coisa; utilizar esse xingamento ofensivo de modo a degradar ou ofender o outro, é outra coisa.
O limite de até onde podemos ir, até o que podemos aturar. O limite que aprendemos ainda bebês, com as grades do berço, que ao mesmo tempo que nos dão segurança e nos impedem de ir além delas. Limites que os pais deveriam dar aos filhos, antes que cresçam e virem pessoas desmedidas, sem limites.
É por isso que, quando algum indívuduo socialmente influente - no caso um jogador de futebol - passa dos limites, deve ser tolhido, deve ser punido, como modelo do que não pode ser feito.
Se é exemplo de jogador, que seja exemplo também de pessoa.
Só assim, tendo bons exemplos, deixaremos de ser carrinhos de auto-choque. Diversos. Milhares. Milhões! Bilhões! E conseguiremos viver, com respeito, em sociedade.
Então, me desculpem Paulossantanas, Cacalos, Kriegers, e afins, mas um ato de pessoa influente e pública não tem nada de besteira. Indico que, no mínimo, traduzam a Constituição Federal para o espanhol, já que "yo no compreendo nada".
Se a ofensa tivesse partido de um jogador do Internacional a reação do autor teria sido a mesma?
ResponderExcluirPaira no ar a pergunta...
Me admira um advogado falar tanta besteira....
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