por Rafael Quadros
Garoa típica paulistana, derrota rotineira deste Grêmio do fim da década. O setor ofensivo mais lúgubre da História recente, uma zaga de noviças à espera dos chutinhos de Dagoberto que só joga contra nós (muleque infame!). Conseguimos a façanha de sair do Madonão em Julho e ressucitamos o fantasma sempre presente do descenço. Não cometemos faltas, não metemos golo, é para enlouquecer qualquer vivente.
Os dirigentes com discursos pré-concebidos estão me dando nauséas inflamando de sangue a minha úlcera nativa, abandonei o barco, joguei a toalha no 2º round. Me dedicarei a natação, torcerei insanamente pelo Cielo, quem sabe me apetecerá o turfe? Maldito seja !
Resta esperar a semana farroupilha quando a vida parece ter sentido e a primavera tece painel em cores de matizes mil.
Pessimista, ranzinza ? Cético, senhores. Outra barbadinha e outro cânone fiasco; com o andar da carruagem sugiro preparar um time capaz de trazer o penta da Copa do Brasil, afinal, vaga na Libertadores só se caveira fizer bochecha e o Garcia prender o Zorro.
Imortalidade? Báh, infelizmente, nos tempos modernos, ela só esta presente nos versos eternos do gênio Lupícinio.
Enfim, enquanto o Cielo não caí na água, lambo as feridas de mais uma derrocada, com mais uma estocada no granito do peito, e parafraseando o cancioneiro guasca encerro: Me tapei de nojo !
That's all, folks!
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