sexta-feira, 3 de julho de 2009

O dia do corno

Por Adriano Comissoli

Espero que a direção do blog me permita já no meu segundo post transgredir nossas sacras regras. Sei que deveria escrever em azul, mas é com o negro do luto que me identifico hoje.
Luto? Não. Traição. Eis que me sinto como marido traído por ter acreditado durante todo o tempo que pude na capacidade do meu tricolor reverter a situação negativa que vivenciava. Os motivos táticos melhor expôs o amigo Quadros logo abaixo.
Me sinto triste. E quero conclamar à união, pois é na merda que o ser humano se solidariza. Azuis e vermelhos estão desolados. Ronaldo brilha muito no Corinthians, Wellington Paulista no Cruzeiro. E tenho pra mim que os mineiros serão campeões.
Qual o pecado dos gaúchos?
Acreditar. Somente isso. Na Azenha e na Padre Cacique tão somente acreditou-se.
E morremos? Me parece que morremos de amor, como se tivessemos sofrido uma desilusão amorosa.
O amigo Daniel postou uma jocosa tirada baseada em Maurício de Souza. Pra mim soa menos como provocação do que como afinidade na tristeza. Autocrítica, eu acho. Pode servir de lição este placar gêmeo de derrota empatada? Se sim, me digam qual.
Uns dizem que existe o consolo de cornetear o fracasso alheio. Eu não vejo graça.
Sinceramente gostaria de reunir gremistas e colorados, dirigir-nos a um bar e deixar o Reginaldo Rossi cantar:
Hoje é o dia do corno, foi bom te encontrar! Vamos tomar um bom porre pra comemorar...

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